quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Palhaço Jabor e a tentativa de intrigar Dilma contra Lula


Por Francisco Barreira*
"Não pretendo dizer que fui o primeiro, mas os meus leitores  assíduos, que  felizmente são muitos, hão de lembrar que há meses venho falando da adesão de boa parte da classe média conservadora  à presidenta Dilma. Hoje as pesquisas comprovam sua alta popularidade e revelam que boa parte daqueles que votaram no Serra, admitem que ela faz um bom governo.
Cá entre nós, nem há essa  excelência toda nesse governo, nem os ex-eleitores de Serra significam um bom padrão de julgamento. Na verdade, essa classe média  brasileira – com renda satisfatória ou alta e um certo verniz - não passa de uma  legião inacreditável de analfabetos políticos, quando não forem hipócritas afetando possuir um comportamento politicamente correto.
Esse é o público natural do Palhaço Jabor que se faz de inconseqüente para dizer tudo o que seu patrão, o Dr. Marinho quer dizer, mas não tem coragem. Um público animalescamente egoísta  e insensível à nossa brutal desigualdade social, suas causas e suas conseqüências.
 Gente que de pai para filho sempre levou vantagem em tudo, mas fica na ponta dos cascos quando  pilha um político roubando, sem notar que ele é apenas empregadinho dos empreiteiros, banqueiros e financistas bandoleiros como Daniel Dantas e Nagi Nahas.
Nahas, esse bandido internacionalmente reconhecido (ele está proibido de atuar nas bolsas de 37 países) e que, por acaso, é dono do Pinheirinho, cuja população de pobres sobrantes   acaba de ser massacrada  moral e fisicamente. Nahas, o senhor da grana, a quem  a Justiça e a Polícia paulistas servem com denodo.
Mas falávamos dessa gente que lê o Jabor e defende a expulsão  da população do Pinheirinho  porque considera que  o respeito à propriedade privada (a grande) vem em primeiro lugar. Gente que  antigamente afetava  cultura arranhando o francês e que hoje, pela mesmo razão, arranha o inglês. Nessa tribo há profissionais competentes em suas especialidades. Porém na visão do conjunto são antas paradigmáticas do analfabetismo político.
Falou dizer que  é gente moralista e boçal a ponto de ter votado no Collor, acreditando que ele seria um caçador de marajás, mas hoje, covardemente não confessa isso, embora, reincidente,  continue procurando outros caçadores de fichas sujas.
São, pois, os leitores preferências do Jabor. É para eles que o Palhaço escreve, com talento às vezes, mas com cinismo asqueroso de quem não leva nada a sério porque não se respeita nem se leva a sério. Muitas vezes copia Nelson Rodrigues, um gênio que detectou o país dos coitadinhos, dos enrustidos e do complexo de vira latas. Porém, cético e conservador, considerava-se pessoalmente agredido diante de qualquer idéia progressista ou generosa.
Sabemos que a Família Marinho é uma quadrilha organizada. E reparem como o Jabor e todos os profissionais de certa projeção que trabalham para ela, não dizem uma palavra sobre o Drama do Pinheirinho. São mercenários com alto grau de sofisticação.
Seja como for, agora o Jabor e toda essa tropa mercenária, trabalham com esmero e de forma articulada para  aplaudir  Dilma e intrigá-la contra Lula. Isto  porque seus  patrões imaginam que separando a presidenta de seu antecessor, ela cairá em suas redes e os servirá com docilidade.  
 Creio que não conseguirão isso. Mas o que quero dizer é que no fundo  toda essa  gente – o Jabor, seus patrões e seus leitores -  têm ódio do Lula  porque ele representa o brasileiro, mulato autêntico, que deu certo. Diferente do mulato com alma de branco o FHC, o “príncipe dos sociólogos” e fajuto como o neoliberalismo que ele abraçou.
As viúvas do FHC querem adotar a Dilma."  
Por Francisco Barreira

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