quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Algo Muito Mais Perigoso que o SOPA e o PIPA Está Sendo Secretamente Urdido nas Sombras

Enquanto o cyber-espaço tem estado com a atenção voltada para os projetos SOPA e PIPA nos EUA, o Acordo Comercial Anti-Contrafação, ou ACTA, está sendo discretamente assinado ou ratificado pela maior parte dos países desenvolvidos, e é discutivelmente a maior ameaça à liberdade da Internet desde a sua fundação. Oficialmente, o ACTA tem estado em gestação desde 2008, e foi assinado pelos EUA, Austrália, Canadá, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Cingapura e Coréia do Sul em 2011. Todas as negociações foram mantidas a portas fechadas, e foi principalmente graças a grupos hacktivistas como o Anonymous que informações dos danos potenciais que o ACTA pode causar vieram a público.
Mais recentemente, o Anonymous voltou a sua atenção para a Polônia, onde as autoridades anunciaram que assinarão o controvertido tratado em 26 de janeiro. Um número de ataques a websites governamentais deixou-os paralizados por dois dias, e vários websites poloneses têm anunciado desde então um blackout em protesto ao tratado, ecoando as recentes e inéditas ações movidas pela Wikipedia, Redditt, BoingBoing, e muitos outros.
Entretanto, as autoridades polonesas têm dito que assinarão o acordo como planejado. O ministro Michal Boni disse "O acordo ACTA de forma alguma altera as leis polonesas ou os direitos de usuários da Internet e a utilização da Internet," após uma reunião com o primeiro-ministro Donald Tusk. A ironia dessa declaração é que o ACTA fará exatamente isso. Ele vai sobrepor-se às leis soberanas das nações signatárias, especialmente quanto ao monitoramento de provedores de serviços de Internet (ISPs).
O alcance do ACTA é muito mais global, com países como os EUA, Suíça, Japão e todos os membros da União Européia sob a sua abrangência. Ele está sendo supostamente introduzido "para criar novos padrões legais de garantia da propriedade intelectual, bem como o incremento da cooperação internacional, um exemplo do qual seria um maior compartilhamento de informações entre agências mantenedoras da lei dos países signatários." Mas na realidade, as medidas que têm sido orquestradas na surdina por políticos e barões da mídia são nada menos do que draconianas.
Sob esse novo tratado, provedores de serviços de Internet policiarão todos os dados que passam por eles, tornando-os legalmente responsáveis pelas atividades online de seus usuários. E caso você faça algo que seja considerado uma "quebra de copyright" como, por exemplo, uma tatuagem de uma marca registrada, tomar uma foto e postá-la em algum lugar, você poderá ser desconectado da Internet, ser multado, ou mesmo ir para a prisão.
Isso, obviamente, ameaça toda a idéia original da Internet - o livre compartilhamento da informação. Mas o ACTA não para por aí. Ele vai além da Internet, encampando medicamentos genéricos e patentes de alimentos. Caso seja implementado, o ACTA estabelecerá um padrão global para o patenteamento de sementes, que eliminaria a agricultura local e independente, e tornaria o mundo completamente dependente dos proprietários de patentes (leia-se "grandes corporações") para o seu suprimento.
O acordo estipula que ele deverá ser assinado e ratificado por volta de 2013, mas esse prazo aparentemente tardio não é motivo para comemorações. E se essa mais recente ferramenta de censura continuar envolta na aura de sigilo praticada até aqui, ela poderá entrar em vigor sem que ninguém se dê conta disso.

Aécio agradece FHC e diz que escolha para 2014 ocorrerá após eleição

Em nota divulgada nesta terça-feira (24), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) agradece ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela defesa de seu nome para a disputa pela Presidência em 2014.

Em entrevista à revista "The Economist", FHC disse que Aécio é o candidato óbvio à Presidência.

Para FHC, Aécio Neves é candidato 'óbvio' em 2014

Na nota, Aécio afirmou que a escolha do candidato do PSDB à Presidência deve acontecer depois das eleições municipais de 2012. "O momento é de renovar o partido."

"Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo, que, acredito, será após as eleições municipais. Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário e de suas estruturas, a juventude, as mulheres, os sindicatos, além do esforço para ampliar o alcance do nosso discurso. No momento certo, independente de quem será o nome, o PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT."

ENTREVISTA

Na entrevista, feita pelo chefe da sucursal da revista em São Paulo, o ex-presidente prevê uma nova disputa entre José Serra e Aécio.

"As coisas estarão mais claras depois das eleições municipais. Provavelmente veremos uma briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio."

Sobre a eleição de 2010, em que o PSDB saiu derrotado nas urnas, FHC afirma que o partido cometeu "erros enormes" e admite que o então candidato, José Serra, estava isolado "mesmo internamente".

"Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente", afirmou FHC na entrevista.

Questionado se Aécio pode vencer em 2014, FHC elogia a capacidade do mineiro de estabelecer alianças.

"Aécio é mais da cultura tradicional brasileira, mais apto a estabelecer alianças".

Na entrevista, que foi levado ao ar no site da revista na semana passada, o ex-presidente ainda fala que o sistema de governo brasileiro permite a corrupção.

"Sempre tivemos algum grau de corrupção, aqui e ali, mas o sistema não era corrupto. Agora o sistema permite a corrupção como um ingrediente normal", afirmou, remetendo à partilha de poder entre os partidos a maior possibilidade de corrupção. "Você não está partilhando poder, você está partilhando oportunidades de ter bons contratos."

O tucano ainda nega que o mesmo sistema tenha ocorrido em seu governo. "Talvez num ou outro caso, mas agora o sistema inteiro está baseado nisso. Isto é novo."


Via Portal LN
Fonte: Blog Queremos Aécio Neves Presidente

Facebook e Twitter lançam ‘Google melhor’

Profissionais adicionaram resultados de várias redes sociais ao Google.
Pesquisa social da gigante das buscas só traz dados do Google+.

 



Engenheiros do Facebook, do Twitter e do MySpace se juntaram para criar um “Google melhor”, que inclui em sua busca social resultados das redes sociais mais populares da web. No início de janeiro, o Google anunciou uma versão mais social de sua busca, porém ela só inclui resultados do Google+, a rede da companhia.
“O quão melhor seria a busca social do Google se ele mostrasse todos os resultados da web? Criamos uma ferramenta que usa o algoritmo do Google para determinar qual conteúdo social deveria aparecer nos resultados”, diz a página do serviço-conceito lançado.
Para acessar, vá ao site www.focusontheuser.org.

Para usar a nova versão da busca social do Google, o usuário precisa adicionar ao seu Favoritos do navegador um pequeno código disponibilizado no site. O código se chama Don´t Be Evil (Não seja mau, em tradução livre).

Assim, ao fazer uma busca em Google.com é possível clicar no favorito Don´t Be Evil e ver a versão com dados de mais redes sociais.

Configurando Facebook - Linha do Tempo (Timeline) o novo visual do seu facebook .

O Facebook já vinha liberando gradativamente o acesso à Timeline (linha de tempo) aos seus usuários e permitindo a adaptação a esse novo modo de apresentação dos perfis. Mas a empresa anunciou na última terça-feira (24) que seu uso será obrigatório, ficando de fora, por enquanto, as páginas corporativas – as fan pages. O reflexo da influência da Timeline tem divido muito a opinião dos usuários  da rede social, como se observa na área de comentários em notícias sobre a mudança. Mesmo que essa nova aparência possa causar algum desconforto para usuários, ela será inevitável. Por conta disso, a coluna Tira-dúvidas de Tecnologia elaborou um guia de como se pode tirar proveito dessa novidade.

Histórico do perfil em destaque
Para habilitar a Timeline, é preciso está conectado no Facebook e acessar a página do serviço na rede social (Clique aqui para entrar na página da Timeline Facebook). O recurso já está disponível para todos os usuários, segundo a empresa.
 Habilitanto a Timeline no perfil do Facebook (Foto: Reprodução)
Após habilitá-la, o usuário terá 7 dias antes que alguém possa vê-la. Esse período serve para que o usuário possa deixá-la personalizada antes de ser visualizada pelos amigos. Após esse período a Timeline é publicada automaticamente, mas também é possível optar em publicá-la imediatamente.
Conforme o usuário publica fotos, vídeos e comentários, a linha de tempo irá dispor esse conteúdo em ordem cronológica.
A página inicial do perfil conta com um amplo espaço em que é permitido adicionar uma imagem como capa, chamada de “Cover”. Nessa área de destaque, está a primeira imagem a ser visualizada por quem acessar a página. Para adicioná-la, basta clicar sobre a área e será habilitado o botão editar e escolher entre uma imagem já publicada em algum álbum pessoal, ou selecionar a imagem armazenada no computador.
Selecionando uma imagem para a capa da Timeline (Foto: Reprodução/Imagem usada na capa http://www.skyscraperlife.com)
Para visualizar a sequência de eventos na linha de tempo, há uma barra lateral  no canto direito. Ela ajuda navegar entre as publicações anteriores até a publicação correspondente ao nascimento do dono do perfil, sem perder a referência temporal.
Barra lateral em que é possível navegar nas publicações em ordem cronológica (Foto: Reprodução)
Entre as publicações em destaque, além do histórico pessoal, também ficam visíveis músicas, locais visitados e aplicativos à página do perfil. (Veja a lista de aplicativos no site do Facebook)
Se o usuário achar que é exposição em excesso e quiser restringir o acesso a alguma publicação na Timeline, é possível ocultar as publicações, listas de permissões e definir hierarquias distintas de quem pode um não visualizar determinadas publicações. Por conta desse recurso, a privacidade dos dados do perfil fica preservada.
Definindo a privacidade de acesso a publicação (Foto: Reprodução)
Também é possível alterar a data da publicação na linha de tempo, adicionar um local e, se preferir, excluí-la definitivamente.
Alterando propriedades da publicação na Timeline (Foto: Reprodução
Mesmo que inicialmente essa nova estrutura possa parecer confusa, muitos usuários que tiveram acesso à novidade relatam que é uma questão de tempo até acostumar com a interface.

Facebook Timeline será obrigatória a todos os perfis de usuários.


Implementação será feita 'nas próximas semanas', diz blog da empresa.
Recurso exibe linha do tempo da vida virtual do usuário.

Foto do facebook perfil da amiga Fernanda
Modelo de Timeline, o novo perfil do Facebook liberado nesta terça-feira (24) para todos os usuários (Foto: Divulgação/Facebook)
O Facebook anunciou nesta terça-feira (24) que vai implementar a Timeline para todos perfis da rede social nas próximas semanas. Este recurso, que exibe uma linha do tempo da vida virtual do usuário, estava disponível mundialmente desde 15 de dezembro de 2011, mas agora será obrigatório. Por enquanto, só não valerá para as páginas corporativas - como de empresas e produtos, que são apresentadas como um mural.

O usuário que ainda não aderiu à Timeline receberá um aviso nesse período e deverá implementar a novidade. Segundo o Facebook no Brasil, a mudança será feita aos poucos.
Ao alterar o perfil para exibir a Timeline, o usuário passará por um período de adaptação de 7 dias, em que somente ele verá o novo visual da página. Durante esse tempo, ele poderá decidir o que quer que as pessoas vejam e adicionar novas informações.
Como funciona
O recurso muda o visual clássico do Facebook, agregando uma grande foto, destaques da história pessoal, música, além de aplicativos à página do perfil.
Na quinta-feira (19), o Facebook anunciou a integração de 60 novos aplicativos à  plataforma, permitindo que os usuários possam se conectar com eles e compartilhar dados diretamente na Timeline (linha do tempo) no site.
Entre os aplicativos estão programas para monitorar desempenho em corridas, cadastrar locais para onde o usuário viajou, ler e compartilhar notícias, entre outros. Há apps, como são chamados estes programas, famosos como o "Foodspotting", para fotografar e compartilhar pratos de comidas e avaliar restaurantes, o "BranchOut", rede social de trabalho, e jogos como "DiamondDash".
Detalhe de um perfil do Facebook com Timeline mostra atualizações de histórias pessoais (Foto: Divulgação/Facebook)

Para Maria do Rosário, excessos policiais no Pinheirinho devem ser punidos

São Paulo – Os excessos cometidos durante a operação policial na desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (a 97 quilômetros da capital paulista), devem sem punidos, na avaliação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. A reintegração de posse deflagrada no último domingo (22), sem aviso aos moradores, coleciona denúncias de agressão policial desde então. Por meio de sua conta no Twitter, a ministra reiterou nesta terça-feira (24) que o governo está trabalhando para que episódios de violação aos direitos dos moradores não voltem a acontecer.
"Uma coisa precisa ser dita. É inaceitável o uso da violência em qualquer situação, especialmente para tratar com pessoas nessas condições", disse Maria do Rosário. Segundo ela, os relatos de violência tanto na desocupação quanto contra moradores que haviam buscado os abrigos instalados na região estão sendo colhidos pela Ouvidoria, instalada desde domingo no Pinheirinho. Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) também acompanham a situação e ainda no domingo se disseram surpresos pela ação policial, a despeito de um acordo que adiava a reintegração de posse firmado no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Retiradas as famílias, a demolição das casas do Pinheirinho já foi iniciada e deve terminar ainda nesta terça-feira, de acordo com a Polícia Militar. A operação se estende até esta quarta-feira (25). A PM diz também que os moradores foram autorizados a recolher seus pertences e animais de suas casas no começo da manhã. Pelas redes sociais, porém, chegam informações de que muitas famílias foram impedidas de buscar seus bens. O efetivo da PM – que chegou a ter 2 mil homens no local – foi diminuído, mas continua na região.

Atendimento às famílias

A prefeitura de São José dos Campos emitiu nova nota afirmando que o número de famílias cadastradas para atendimento em futuros programas de moradia era, até a noite da segunda-feira (23), de 925. Outras 250 famílias continuam acolhidas nos abrigos instalados. Alegando falta de segurança – videos na internet mostram soldados da PM lançando bombas de gás contra abrigados –, muitos optam por se abrigar no pátio da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no chamado Campo dos Alemães, onde as pessoas dividem o espaço e dormem nos bancos e no chão.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que acompanha desde o início da operação, afirma que muitos moradores ainda continuam sem informação, além de observarem desorganização na estratégia de retirada de pertences dos moradores.

Suspeitas

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que, ao contrário das afirmações da PM, do governo do estado e da prefeitura, a operação provocou mortes, incluindo crianças. A informação ainda não foi confirmada. “O que se viu aqui foi a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal (IML), e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”, disse.
Em nota, a prefeitura desmente as alegações de mortes no Pinheirinho. "Apenas um homem ficou ferido, mas ele já foi operado e não corre qualquer tipo de risco e está em recuperação."
A ação, ordenada pela Justiça de São Paulo, causou controvérsias também por ter criado um conflito judicial, uma vez que havia uma sentença liminar da Justiça Federal que suspendia a operação. A desocupação do terreno, de 1 milhão de metros quadrados, favorece o megaespeculador Naji Nahas.

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