

O
advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que disse representar o
casal, confirmou o registro do boletim de ocorrência, mas que Élida já fez uma
retratação, pedindo o arquivamento do caso. Em nota, ele nega que tenha
ocorrido agressão física e que houve um desentendimento do casal com
"exasperação de ambos os lados".
“Élida
já foi à 1ª DP e registrou uma retratação. A ocorrência foi feita no calor dos
acontecimentos e ela decidiu que queria apresentar imediatamente a retratação.
O ministro Admar inclusive a acompanhou à delegacia”, disse o advogado.
De
acordo com o Artigo 16 da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), mesmo que a
vítima faça uma retratação, o juiz é a única autoridade competente a admitir a
retirada da queixa contra o acusado, o que só pode ser feito após parecer do
Ministério Público. Em interpretação ao artigo, o Supremo Tribunal Federal
(STF), em uma ação direta de inconstitucionalidade, entendeu que crime de lesão
corporal, independentemente da extensão, tem natureza incondicionada, não
dependendo de representação da vítima.
Como
ministro do TSE tem foro por prerrogativa de função, o caso deverá ser
encaminhado ao Supremo.
Admar
Gonzaga foi nomeado para o cargo pelo presidente Michel Temer em
março. No início deste mês, ele votou pela absolvição no julgamento
em que o PSDB pedia ao TSE a cassação da chapa Dilma-Temer.
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Dag Vulpi