Mensalão, um caso
inacabado e sem esperança - 1ª parte
Por Sergio
Saraiva
Há alguns
dias, Luis Nassif viu na prisão dos condenados da AP 470 o fim de um ciclo,
aqui no blog, um post se intitulava “Findo o mensalão, quem ganhou e quem perdeu?”
e na imprensa que acompanhei, uma tentativa de passar a ideia “acabou”.
Pensei: não,
na verdade, está se iniciando uma nova etapa de um caso inacabado.
A
ressaca do mensalão.
Quem a
acompanhou o frenesi que tomou conta da imprensa quando da condenação dos réus
deve ter estranhado a repercussão de suas prisões. Não vi o mesmo destaque, a
mesma comemoração quase orgiástica das grandes conquistas esportivas nacionais.
Para um fato muito mais dramático, as prisões, as manchetes eram até comedidas.
Não acompanho noticiário de TV, mas o pouco que vi estava longe do que vimos
anteriormente.
Claro, houve
matérias tal quais as da Folha de São Paulo descrevendo como é a vida na prisão
com destaque para as dimensões minúsculas das celas e para o fato de que nelas
os banhos são frios. Destinavam-se a excitar aos tarados de sempre.
No mais,
comedimento.
Pensei, por
quê?
Ressaca.
Alguns
senhores e duas senhoras de meia-idade embarcando em um avião da Policia
Federal rumo a um presídio não simbolizava nada que pudesse representar a
“lavagem da alma nacional”.
Aquelas
imagens eram como os comensais retardatários de uma festa que já havia
terminado.
Então o
mensalão realmente havia acabado?
Não. O
mensalão mudava de estágio.
Não há mais
nada que se possa fazer contra os réus. Pelo menos nada que nosso estágio
civilizatório aceite.
Começa agora
outro ciclo que levará a revisão desse mesmo processo onde todos os exageros
foram permitidos à acusação. Daí a ressaca.
O
que veremos.
Os
prisioneiros – enquanto eles estiverem presos, o mensalão não acaba. E as
penas são longas para os réus sem mandato parlamentar.
O sistema
penitenciário tem uma batata quente na mão. Voltou a ter prisioneiros
políticos. Por que é assim que serão vistos – é inescapável.
Sua
integridade física passa a ser a preocupação número 1 dos administradores
prisionais. Uma coisa é bater no peito e bradar que todos são iguais perante a
lei e que os rigores devem ser o mesmo para ricos e pobres e outras demagogias.
Demagogia porque submeter um “rico” ao mesmo tratamento desumano dado a um
“pobre” não melhora em nada a condição do “pobre”, mas dá destaque a
desumanidade. Outra coisa é ter um pequeno grupo de prisioneiros especiais e
ter de lidar com eles. E prisioneiros especiais têm amigos influentes. Estarão
permanentemente em evidência.
Têm também o
tempo ao seu favor, quanto mais o tempo passar mais parecerá incoerente
mantê-los presos.
A
proporcionalidade entre o delito e a pena é fundamental ao reconhecimento da
justiça da condenação imposta.
Em pouco
começarão os pedidos de revisão de penas, elas realmente estão exageradas. Nem
homicidas costumam receber penas tão elevadas.
Por que uma
nova composição de Ministros do STF, passado o tempo necessário para distinguir
dois momentos distintos, arcará com o ônus da falta de razoabilidade da
formação anterior? Ao rever as penas, estará comprovado o justiciamento.
O mensalão do
PSDB – o julgamento da AP 470, com o tempo, passará cada vez mais a se
caracterizar como um tribunal de exceção. No que a expressão “tribunal de
exceção” tem de pior. Não poderá ser repetido.
O próximo
evento com apelo midiático no STF será o julgamento do Mensalão Tucano.
O julgamento o
mensalão do PSDB pode ser adiado até a prescrição da pena?
Poder, pode –
o governo FHC é um poço de casos de corrupção bem comprovados e mal resolvidos.
Algum procurador da república propôs reabertura de casos como o da compra de
votos da reeleição ou da Privataria Tucana? E creio, mesmo, que era essa a
intenção – e ainda é, em grande parte. Mas com os prisioneiros do “mensalão do
PT” cumprindo pena, torna-se cada vez mais difícil essa possibilidade.
Ocorre que o
mensalão do PSDB é semelhante ao mensalão do PT. Mas serão julgados diferentemente.
Será um
julgamento técnico. Nele, a falta de provas não será vista como prova de
culpa, nele não haverá “domínio do fato”. Nunca poderia ter ocorrido.
Nele não
haverá o “junta quarenta no mesmo processo” e depois “fatia cada caso” para um
julgamento separado por “núcleos”. Penas não serão somadas nem majoradas para
garantir regime fechado.
Se na AP 470
isso já é absurdo, como repetir tais aberrações jurídicas no julgamento do
Mensalão do PSDB? E, no entanto, não repeti-las tornará evidente o tribunal de
exceção que foi a AP 470.
Poderemos
conviver com tal hipocrisia?
As duas
situações anteriores são certas, as próximas são uma possibilidade com maior ou
menor grau de probabilidade.
Julgamento de
Pizzolato na Itália – não creio na extradição de Pizzolato pela Itália.
Não sei como
se daria um novo julgamento dele por uma corte Italiana. Mas, imaginemos que
ele ocorra. Pizzolato parece estar bem municiado de documentos e, mesmo aqui,
seu caso parece ter vários vieses não considerados pelo STF. Até de
ocultação e omissão de provas a seu favor por parte do Ministro Joaquim Barbosa
se fala na internet.
Qual
a chance de condenação?
Caso o
julgamento italiano ocorra e Pizzolato seja inocentado, como ficaria sua
condição de foragido na Interpol? Como ficaria sua condição jurídica no Brasil?
Inocentado,
não ficaria patente a exceção do tribunal brasileiro?
Apelo à Corte
Interamericana de Direitos Humanos – acho uma possibilidade distante, mas
será tentada.
O caso de José
Dirceu e José Genoino, por tudo que esses dois personagens têm de história, tem
grande apelo político. Principalmente em uma América do Sul predominantemente
de governos de esquerda.
A falta do
duplo grau de jurisdição, contrariando justamente o "Pacto de San José da
Costa Rica”, já é um forte motivo. Bastaria a Corte Internacional aceitar
apreciar o caso, imediatamente se iniciaria a revisão do “julgamento do
mensalão”.
Imprensa
internacional – até agora, a repercussão internacional parece pequena e
refletindo a ideia de condenação de corruptos. Casa bem com a visão do primeiro
mundo sobre o Brasil.
Mas, se as
duas situações anteriores ocorrerem, julgamento de Pizzolato na Itália e
aceitação do apelo pela Corte Interamericana, com dois personagens tão
emblemáticos como Dirceu e Genoino e dado o grau de “inovação” do julgamento da
AP 470 o caso tem tudo para virar um romance de tribunal. Algo como a
repercussão de alguns julgamentos de dissidentes chineses ou o que estamos
vendo hoje na Rússia com o pessoal do Greenpeace.
É possível
imaginar Joaquim Barbosa mandando jornalistas estrangeiros “chafurdar no lixo”?
Mensalão,
um caso inacabado e sem esperança.
Ainda que nada
disso ocorra, ainda que tudo isso ocorra, como poderemos evitar que, em breve,
tenhamos em relação ao julgamento da AP 470 a sensação de que nada poderá
coloca-lo no passado? A mesma falta de esperança que temos de que isso ocorra
com os crimes da ditadura.
A AP 470 e
todo o contexto onde está inserida é um caso raro. É uma daquelas poucas
situações onde todos perdem. Mesmo nas guerras, alguns poucos acabam ganhando
algo com a desgraça de muitos. No “mensalão”, não. Não houve vencedores, todos
fomos derrotados.
No post
anterior discorri sobre o futuro do mensalão, os próximos eventos a ele
relacionados e suas possíveis consequências.
Neste, o
passado recente revisitado através de seus personagens é que nos mostrará a
insensatez a que se dedicou a estrutura que dava apoio ao regime anterior ao de
Lula na tentativa derrubar seu governo democraticamente eleito. Oito anos de
uma guerra suja que derrotou a todos.
O Estado
Democrático de Direito - sem dúvida, a primeira vítima da AP 470 foi o
Estado Democrático de Direito e, dentro dele, valores basilares da nossa
civilização, tais como, a presunção de inocência e o devido processo legal.
Como o
legalismo, base do nosso sistema jurídico – o que não está nos autos não está
no mundo - pode aceitar a implantação e operação de um tribunal de exceção,
onde a lei foi moldada à exigência prévia de condenação dos réus? Onde as
provas de inocência ou a falta de provas de culpa não passaram de detalhes
incômodos mas desprezíveis?
Não que
tribunais de exceção sejam novidades no Brasil, um país que viveu dois períodos
ditatoriais, o Estado Novo e a Ditadura de 64 – três se contarmos o anos
iniciais da República, conhece-os muito bem.
Mas, na
vigência do mais longo período democrático republicano, como pudemos aceitar
uma denúncia pífia de um Procurador Geral da República que, após sete anos de
investigação, alegava que a falta de provas contra os acusados era a prova de
culpa deles?
Como
permitimos que acusados fossem sendo acumulados em um único processo até que o
número de 40 fosse obtido? Uma dúzia de vidas, os absolvidos ao final, atiradas
ao inferno de um processo judicial apenas para que mais uma zombaria pudesse
ser feita – Lula Lá e os 40 ladrões.
Como suprimimos o direito ao duplo grau de jurisdição? E, alegando que todos os réus contribuíram para o mesmo crime, esquecemos o princípio do juiz natural? Como, após isso, permitimos que o mesmo processo fosse “fatiado” e julgado como processos individuais?
Como aceitamos
que indícios e ilações tivessem o valor de provas documentais, que uma teoria
extravagante – o “domínio do fato”, fosse usada para condenar sem provas, ainda
que o próprio autor da teoria deixasse claro que as provas eram o que deveria
condenar o réu e não a teoria?
Como
permitimos que se somassem penas em um processo típico de crime continuado,
como permitimos que penas fossem majoradas até que o regime fechado fosse
obtido? Como permitimos que o crime de corrupção recebesse pena maior que
o de homicídio qualificado?
Como inovamos
até o último instante e através do conceito de transitado em julgado parcial
permitimos que réus começassem a cumprir pena quando ainda lhes era cabido
recursos. Qual o valor que demos ao “amplo direito de defesa”?
E, por fim,
como permitimos que fossem trancafiados em regime fechado os prisioneiros
condenados a regime semiaberto?
Se a memória
não me trai, o general Geisel, o penúltimo general-presidente da ditadura de
64, no livro “Ernesto Geisel” de Maria Celina D’Araujo e Celso Castro, declarou
que, quando Ministro do Superior Tribunal Militar no governo Costa e
Silva, condenou réus porque estava convencido de suas culpas e não porque
houvesse provas contra eles.
Estávamos vivendo em uma ditadura.
Que a mesma
concepção de justiça tenha sido considerada válida e usada em plena vigência do
Estado Democrático de Direito como a única capaz de combater a nossa corrupção
endêmica mostra o quanto a AP 470 no impôs de perdas.
Mais, quando
pensamos no contrato social que nos mantém unidos como nação, e em como pudemos
permitir que tentassem nos iludir com a ideia de que é possível fundar uma nova
sociedade baseada na ética pelo uso da hipocrisia contida na ética seletiva.
Que seria possível estabelecer um corte abrupto na linha de tempo e de
memória dessa nação e reestabelecer a moralidade a partir de um ponto de
viragem sem que o passado recente fosse revisitado e passado a limpo.
Mensalão, um
caso inacabado e sem esperança. Nós, os perdedores.
Mensalão, um caso
inacabado e sem esperança - 3ª parte – Todos perdedores.
A AP 470
comportou dramas humanos e perdas que ainda não estão racionalizadas e muito
longe de assimiladas. Compensadas, creio que jamais estarão.
No post
anterior discorri sobre as perdas que o “Mensalão” impôs ao nosso Estado
Democrático de Direito e à nossa ideia de segurança jurídica.
Neste, procuro
enxergar as pessoas e suas perdas.
Os
réus da AP 470.
Quarenta seres
humanos, doze deles inocentados ao final, pagaram com suas dignidades a sanha
persecutória de seus algozes. Nunca a aplicação da justiça admitiu cobrar a
dignidade do réu entre as custas processuais.
O que ocorreu
com os réus durante o julgamento do “mensalão” só se explica pela busca dos
seus algozes. Uns pela fama, outros pelo exercício do poder e a maioria por
aquilo que Euclides da Cunha acusa em Os Sertões de ter sido buscado pelos
últimos soldados paulista que chegavam a Canudos - meia ração de glória.
São
muitos os condenados, lembrei-me de alguns.
Genoíno e
Dirceu foram perseguidos pelas ruas. A Dirceu coube até as bengaladas de um
senil arregimentado para o pelotão de linchadores. Com Genuíno a crueldade não
conheceu limites nas mãos de palhaços ensandecidos travestidos de jornalistas
ou de seu inverso, jornalistas ensandecidos travestidos de palhaços. Não se
pejaram de usar crianças no processo de humilhação. Todos vestidos de preto,
todos tinham patrões a quem agradar. Ririam se esses patrões das humilhações
que seus jagunços impunham aos réus?
De
Genoíno roubaram a saúde, de Gushiken a vida.
E,
paradoxalmente, isso lhes restituiu a dignidade. Quando finalmente presos, seus
braços erguidos, seus punhos cerrados eram um gesto legítimo e prenunciador da
virada. A partir de tanta humilhação e desrespeito começa a surgir uma correte
de indignados, jurista, artistas e pessoas comuns a prestar-lhes solidariedade.
Quando saírem da cadeia, serão recepcionados como heróis, rezo para que Genoíno
não o seja como mártir. As perdas que já tiveram, porém, como serão
compensadas?
Kátia
Rabello e Simone Vasconcelos – as das mulheres condenadas. São prisioneiras
comuns no que isso tem de mais solitário correm o risco de serem esquecidas.
São, no entanto, as duas pessoas para as quais o encarceramento me parece mais
injusto.
Katia Rabello,
ex-presidente do Banco Rural, está presa, mas onde estão os controladores do
Banco Nacional e do Banco Econômico, falidos no governo FHC e por ele
resgatados através do PROER? Estão condenados e aguardando em liberdade mais um
recurso que a justiça é pródiga em conceder-lhes. E Daniel Dantas, também
banqueiro e também condenado? Bem, esse quase mandou para a cadeia o juiz e o
delegado que o detiveram por uns poucos dias.
Quanto a
Simone Vasconcelos, uma figura totalmente subalterna no caso. Funcionária de
Marcos Valério, cumpria ordens. Não teve a clemência da Corte.
Resta Roberto
Jefferson, provavelmente se beneficiará do regime de prisão domiciliar que
Genoíno lhe proporcionará. Que importa, passará para a posteridade como
alcaguete. E tolo.
O
Supremo Tribunal Federal
O STF é
certamente a instituição mais antiga do Brasil, originou-se na na transferência
da família real portuguesa para o Brasil em 1808.
De pouco lhe
valeu ser uma instituição veneranda. Foi inapelavelmente pautado pelos
poderosos grupos midiáticos nacionais. Determinaram-lhes quando o julgamento
deveria começar e em que ritmo seguir, anteciparam-lhe as decisões. Elogiaram
os que concordavam e admoestaram os discordantes. Por último, deram emprego ao seu
ex-presidente aposentado.
O que lhe
sobrou? Está em processo de reconstrução de sua independência e
respeitabilidade, mas não será tão logo que voltará a ser visto como o guardião
inabalável da nossa cidadania.
Dentro dessa instituição, figuras distintas na postura, no caráter, igualadas nas perdas que a AP 470 imputou a todos.
Lewandowski -
o revisor do processo, foi derrotado na maioria de suas proposições. Ofendido
em público pelo relator do processo e por um mesário de junta eleitoral
aliciado por jornalistas que queriam mostra-lo como antagonizado com a
sociedade. A que ponto chegamos? Termina o caso como exemplo da
sobriedade e temperança que caberia a todo o magistrado. Pagou um preço alto.
Luiz Fux – deste que “matou no peito” nada restou. Como descreveremos os meios dos quais se utilizou para chegar a sua indicação ao STF? Como descreveremos a sua relação com Dirceu- o réu do mensalão? Promiscua?
Celso de
Mello, o decano, foi humilhado. Constrangeram-no a desdizer um voto seminal
anterior em que decidia ser do Congresso a prerrogativa da cassação de
mandatos. Quando se recuperou, reafirmando a validade dos embargos
infringentes, já era tarde. Qualquer atriz de novela da Globo já se sentia com
autoridade para chama-lo às falas.
Poderia falar
de Roberto Gurgel, poderia falar de Ayres de Brito, reverteriam com suas
histórias pessoais as perdas do STF com a AP 470? Como eram considerados antes
dela, como os consideram depois?
A
imprensa
O que ocorreu
com a grande imprensa, entendendo como grande imprensa os Grupos Folha, Globo,
Abril e Estadão. Poderosos a ponto de pautar os STF, seus funcionários não
puderam se identificar durante os protestos de junho para não serem
hostilizados pelos manifestantes.
O que ocorreu,
não ocorreu por influência direta da participação desses grupos de mídia no
“mensalão”. Mas como desconhecer que isso também foi importante. Como não
perceber que o processo de intoxicação a que submeteram a população acabou se
voltando contra eles próprios.
Perderam seu
ativo mais precioso – a credibilidade. Pesquisa recente da FGV mostra que 71%
dos brasileiros não confiam nas TVs e 62% não confiam nos jornais
Outro aspecto
interessante diz respeito aos jornalistas. O processo do mensalão começa a ser
revisto. Réus execrados transformam se em heróis. Os textos escritos durante
todos esses anos serão revisitados também. Será que todos os jornalistas que
cobriram o “mensalão” reafirmariam hoje o que escreveram ontem? Se
envergonhariam de algo?
Há muitos
nomes a citar, mas um caso emblemático é o do desenhista Chico Caruso e seus
cartuns sobre Gushiken. Tais cartuns fariam parte de uma retrospectiva?
Por fim, os
dois partidos que tem polarizado a política brasileira pós-Collor, o PT e o
PSDB.
O PT perdeu grandes quadros. Dirceu era dado como sucessor de Lula, Genoíno disputou o segundo turno das eleições de 2002 para o governo de São Paulo. João Paulo Cunha foi presidente da Câmara dos Deputados.
O mensalão não
custou-lhe somente isso, descortinou também um divisão interna não percebida
até então. Alguns grupos dentro do PT sugeriram sua refundação no auge da
pressão midiática. Lula segurou a barra.
O PSDB perdeu
todas as eleições onde o mensalão foi utilizado para desgastar o adversário.
Pior, a partir
de agora será ele quem deverá começar a dar explicações. E não só sobre o
mensalão tucano. Sobreviverá?
Mensalão, um
caso inacabado e sem esperança - Todos perdedores.
Quando o STF aceitou a denúncia que resultou na AP 470, muitos acreditaram sinceramente que iniciava-se uma nova era de moralidade. Mas foram tantas as imoralidades cometidas no processo que tudo que conseguiu-se foi somar uma perda à outra.
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