quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Facebook está morrendo


Por Hugo Brito no  Correio24horas.com

A previsão foi feita aqui em Salvador esta semana pelo professor Jack London, que embora pelo nome não pareça é brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Jack é o criador do site booknet.com que depois se transformou no famoso site de compras Submarino, e um dos maiores especialistas mundiais sobre internet, já tendo feito mais de mil palestras em diversos países além de chefiado a implantação do Google no Brasil. Em Salvador, participando de um fórum da revista de negócios baiana B+, ele falou sobre o seu novo livro Adeus, Facebook que traz, além da previsão sobre o futuro da maior rede social da história, outras visões sobre o que esperar da tecnologia e das mudanças que a forma de interagirmos vai sofrer em bem menos tempo do que imaginamos.

Mundo conectado? 

A afirmação comum de estarmos todos conectados tem que ser analisada com cautela. Hoje somos cerca de sete bilhões de pessoas no mundo, mas o acesso à internet ainda é, guardadas as devidas proporções, para poucos. Apenas dois bilhões de pessoas, menos da metade da população mundial, usam a rede. Para se ter uma ideia, oitenta por cento das empresas brasileiras ainda não fazem uso da internet em seus negócios. Mesmo com tanta gente fora deste mundo conectado é impossível negar a mudança que a rede trouxe para as relações humanas, modificações que segundo o professor Jack London estão todas ligadas à evolução da linguagem.

Comunicação além da voz 

A forma de comunicação mais comumente usada é a oral, mas ela não é nem de longe a que mais impacta na sociedade atualmente. Depois da criação por Gutemberg, o pai da imprensa, de uma forma da palavra escrita ser reproduzida infinitas vezes a maior revolução foi sem dúvida o surgimento da chamada linguagem digital. Bits e bytes permitiram que o conhecimento corresse o mundo de forma instantânea através da internet. Hoje, enxergar o mundo sem o Google, por exemplo, é tarefa quase impossível mesmo tendo ele sido criado há apenas 12 anos.

O mundo digital perto do fim

Jack London afirma que a linguagem digital, com sua rapidez e pessoas conectadas todo o tempo, não dura mais uma década como sendo a principal norteadora de comportamentos. A nova revolução, segundo o professor e economista, não virá de circuitos eletrônicos mais sofisticados e sim da biologia. Para ele, a biotecnologia vai desbancar os chips eletrônicos e os computadores, pelo menos na forma que os conhecemos hoje. Uma das provas de que esta revolução está mais perto do que imaginamos é um estudo já em andamento nos Estados Unidos, mais precisamente na Universidade de Harvard. Os pesquisadores chefiados pelo cientista George Church conseguiram gravar informações no DNA de voluntários e reimplantar estas células alteradas de volta no corpo de seus doadores. Em apenas uma grama de DNA foram gravados todos os dados da Wikipédia, usando em vez de bits alterações nos cromossomos. Eles acreditam que em quatro gramas de DNA todo o conhecimento da humanidade poderia ser armazenado. O desafio agora é criar formas de ler estes, diríamos, pen drives biológicos que permitiriam que cada pessoa possuísse em seu próprio corpo todo o conhecimento do mundo, o que eles afirmam estar pronto para ser comercializado em cinco anos.

Fecebook nas últimas 

Mas antes do fim da chamada linguagem digital, o mundo das redes sociais, maiores responsáveis pelo tráfego na internet, vai mudar. Semelhante ao fenômeno que desbancou o Orkut, o Facebook já mostra sinais de desgaste. O professor Jack London deu nome de Adeus, Facebook a seu livro baseado nestes sinais. O primeiro é a migração de usuários mais jovens, historicamente sempre em busca de novidades. Nos Estados Unidos, eles já começam a trocar a rede por outras como a Pheed, disponível para usuários de aparelhos Apple. A explicação é que a antiga rede social está, segundo o professor Jack, cada vez mais parecendo com a casa da vovó, cheia de fotos dos netinhos nas prateleiras e de conversas sobre as peripécias feitas por eles. O Facebook, diz o professor, está mesmo ficando velho. Outro ponto que mostra que ele não vai muito longe é a dificuldade de fazer dinheiro. Além do fiasco que foi o lançamento de ações na bolsa, a rede social tem sérias dificuldades em lidar com outro fenômeno. Dos cerca de um bilhão de usuários, mais de 700 milhões usam o Facebook a partir de dispositivos móveis, canal que dificulta ainda mais a captação de recursos para manter o negócio. Quem duvidar das previsões do também empresário Jack London, basta lembrar que o Orkut já foi tão indispensável para milhões de pessoas quanto hoje é o Facebook e atualmente tem apenas 20 milhões de usuários, 12 milhões deles no Brasil. 


Saiba mais sobre este assunto acessando o blog Tecnoporto.com.

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