
A
medida aprovada pela congregação da FMUSP prevê que, das 175 vagas do curso de
medicina, 50 serão selecionadas via Sisu. Desse total, dez serão reservadas
para ampla concorrência; 15 para estudantes da rede pública que se
autodeclararem pretos, pardos e indígenas (PPI); e 25 vagas para candidatos que
tenham feito o ensino médio em escola pública.
As
outras 125 vagas serão preenchidas por meio da prova da Fuvest, sendo que os
estudantes oriundos de escolas públicas que fizerem o exame poderão acessar
bônus do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp). O bônus é de 15% nesses
casos. Os que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas recebem bônus
adicional de 5%.
“A
adoção do Sisu é uma forma de propiciar maior acesso de alunos de todo o Brasil
aos cursos de graduação da Faculdade de Medicina da USP”, disse, em nota, o
diretor da FMUSP, Jose Otavio Costa Auler Jr.
A
medida foi comemorada pelos integrantes do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz
(Caoc). “Representa um primeiro passo para a democratização do acesso à
universidade. A Faculdade de Medicina é um dos últimos cursos a aderir ao Sisu,
mantendo-se um dos mais brancos e elitizados de toda a USP. Esperamos que, com
essa vitória, esse panorama se altere e a FMUSP se pinte de povo”, diz nota da
entidade.
No
último dia 30 de maio, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou a
implementação de cotas sociais e raciais para o ingresso na universidade.
Outros
cursos
A
mudança também valerá para outros cursos da Faculdade de Medicina. Das 25 vagas
ofertadas no curso de fisioterapia, três serão preenchidas por candidatos do
Sisu que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas. O mesmo número será
adotado na terapia ocupacional, sendo que das três vagas, uma será reservada
para aluno que se autodeclarar preto, pardo ou indígena. Na fonoaudiologia, a
reserva será de cinco vagas, sendo três para candidatos de escolas públicas e
duas para alunos de escolas públicas que se autodeclararem pretos, pardos ou
indígenas.