Saiba quais são os fatores que afetam
o ciclo de vida do vetor e do que ele se alimenta
Do ovo à forma adulta, o ciclo de
vida do A. aegypti varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de
alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro, uma vez que a
competição de larvas por alimento (em um mesmo criadouro com pouca água)
consiste em um obstáculo ao amadurecimento do inseto para a fase adulta. Em
condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do
mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a
eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana:
assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.
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As larvas do A. aegypti têm tamanho reduzido, aproximadamente o de uma
cabeça de agulha de costura
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Os maiores índices de infestação pelo
A. aegypti são registrados em bairros com alta densidade populacional e baixa
cobertura vegetal, onde o mosquito encontra alvos para alimentação mais
facilmente. Outro fator importante é a falta de infraestrutura de algumas
localidades. Sem fornecimento regular de água, os moradores precisam armazenar
o suprimento em grandes recipientes, que na maioria das vezes não recebem os
cuidados necessários e, por não serem completamente vedados, acabam tornando-se
focos do mosquito.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Alimentação
Machos e fêmeas do Aedes aegypti
alimentam-se de substâncias açucaradas, como néctar e seiva. Somente a fêmea
pica o homem para sugar sangue (hematofagia), alimento necessário à maturação
dos ovos. Geralmente, a hematofagia é mais voraz a partir do segundo ou
terceiro dia depois da emergência da pupa e da cópula com o macho.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Reprodução e desova
Entenda o ciclo reprodutivo do
mosquito transmissor do vírus da dengue
O acasalamento do Aedes aegypti se dá
dentro ou ao redor das habitações, geralmente nos primeiros dias depois que o
mosquito chega à fase adulta. É preciso somente uma cópula para a reprodução
ser concretizada, pois a fêmea guarda o esperma na espermateca. Após a cópula,
as fêmeas precisam realizar a hematofogia (alimentação com sangue) importante
para o desenvolvimento completo dos ovos e sua maturação nos ovários
Normalmente, as fêmeas do Aedes aegypti encontram-se aptas para a postura de
ovos três dias após a ingestão de sangue, passando então a procurar local para
desovar.
A desova acontece, preferencialmente,
em criadouros com água limpa e parada. Os ovos são depositados nas paredes do
criadouro, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o
líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos
recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Ovos
Uma fêmea pode dar origem a 1.500
mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros
– estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea
estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a
possibilidade de as larvas filhas já nascerem com o vírus, no processo chamado
de transmissão vertical.
Inicialmente, os ovos possuem cor
branca e, com o passar do tempo, escurecem devido ao contato com o oxigênio. O
ovo do A. aegyptimede aproximadamente 0,4 mm de comprimento e é difícil de ser
observado.
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Na
natureza, os ovos do A. aegypti podem sobreviver até 450 dias fora d’água.
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Os ovos adquirem resistência ao
ressecamento muito rapidamente, em apenas 15h após a postura. A partir de
então, podem resistir a longos períodos de dessecação – até 450 dias, segundo
estudos. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite
que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que o próximo
período chuvoso e quente propicie a eclosão.
Em condições favoráveis de umidade e
temperatura, o desenvolvimento do embrião do mosquito é concluído em 48 horas.
A resistência à dessecação permite também que os ovos sejam transportados a
grandes distâncias, em recipientes secos. Esse aspecto importante do ciclo de
vida do mosquito demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros,
em todas as estações do ano.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Acesse o infográfico
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Qual a origem do mosquito Aedes aegypti?
O A. aegypti é originário do Egito. A dispersão pelo mundo ocorreu da África: primeiro da costa leste do continente para as Américas, depois da costa oeste para a Ásia.
Por que o nome A. aegypti?
O vetor foi descrito cientificamente
pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. Culex significa
“mosquito” e aegypti, egípcio, portanto: mosquito egípcio. O gênero Aedes só
foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a espécie aegypti, descrita anos
antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de
espécies do gênero Aedes – e não às do já conhecido gênero Culex. Então, foi
estabelecido o nome Aedes aegypti.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/curiosidades.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?
Os mosquitos fêmea sugam sangue para
produzir ovos. Se o mosquito da dengue estiver infectivo, poderá transmitir o
vírus da dengue neste processo. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada
lote de ovos que produzem. O mosquito da dengue tem uma peculiaridade que se
chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de
uma pessoa para um mesmo lote de ovos que produz. Há relato de que um só
mosquito da dengue infectivo transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma
família, no mesmo dia.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/curiosidades.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Por que só a fêmea pica?
A fêmea precisa de sangue para a
produção de ovos. Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam de substâncias que
contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos,
não necessita de sangue. Embora possam ocasionalmente se alimentar com sangue
antes da cópula, as fêmeas intensificam a voracidade pela hematofagia após a
fecundação, quando precisam ingerir sangue para realizar o desenvolvimento
completo dos ovos e maturação nos ovários. Normalmente, três dias após a
ingestão de sangue as fêmeas já estão aptas para a postura, passando então a
procurar local para desovar.
É verdade que o mosquito A. aegypti já foi erradicado e depois
reintroduzido no Brasil?
No início do século 20, a
identificação do A. aegypti como transmissor da febre amarela urbana
impulsionou a execução de rígidas medidas de controle que levaram, em 1955, à
erradicação do mosquito no país. Em 1958, o país foi considerado livre do vetor
pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, a erradicação não recobriu
a totalidade do continente americano e o vetor permaneceu em áreas como
Venezuela, sul dos Estados Unidos, Guianas e Suriname, além de toda a extensão
insular que engloba Caribe e Cuba.
A hipótese mais provável para
explicar a re-introdução do mosquito no Brasil é a chamada dispersão passiva
dos vetores, através de deslocamentos humanos marítimos ou terrestres –
dinâmica facilitada pela grande resistência do ovo do vetor ao ressecamento. No
Brasil, o relaxamento das medidas de controle após a erradicação do A. aegypti
permitiu sua reintrodução no país no final da década de 1960. Hoje o mosquito é
encontrado em todos os Estados brasileiros.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/curiosidades.html -
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
A dengue ocorre só no Brasil?
Não. Há registro da doença em
diversos países das Américas, bem como na África, Ásia, Austrália e Polinésia
Pacífica.
Fonte: http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/curiosidades.html - Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
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