segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MP denuncia oito bombeiros no caso Kiss e pedirá revisão de alvarás

Entrevista coletiva foi realizada nesta segunda-feira, em Santa Maria.
Inquérito Policial Militar havia denunciado os oito bombeiros.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou nesta segunda-feira oito bombeiros por responsabilidades na tragédia que matou 242 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria, na Região Central do estado. Além disso, o MP afirma que vai instaurar outro Inquérito Policial Militar para apurar questões de penúria (uso e condições de materiais) no incêndio.

O órgão ainda pedirá a revisão de todos os alvarás na área em que o 4º Comando Regional dos Bombeiros atua. Os oito bombeiros denunciados são: Moisés da Silva Fuchs, Daniel da Silva Adriano, Alex da Rocha Camillo, Gilson Martins Dias, Vagner Guimarães Coelho, Renan Severo Berleze, Marcos Vinicius Lopes Bastide e Sérgio Roberto Oliveira de Andrades. Segundo o MP, Fuchs exerceu a função de comandante do 4º CRB e Camillo foi chefe da Seção de Prevenção de Incêndios. Os outros cinco bombeiros exerciam a função de inspecionantes da mesma seção.
O IPM foi instaurado pela Brigada Militar na semana seguinte ao incêndio, e durante quatro meses apurou as responsabilidades de integrantes do Corpo de Bombeiros e da Brigada Militar, tanto na questão da concessão de alvarás e fiscalização do Plano de Proteção Contra Incêndio (PPCI) quanto no atendimento aos feridos no incêndio. Em junho, os mesmos oito bombeiros foram indiciados.

Audiência em Porto Alegre ouve frequentador e ex-gerente
Elissandro Spohr e Marcelo dos Santos no Foro Central de Porto Alegre (Foto: Luiza Carneiro/G1)Elissandro Spohr e Marcelo dos Santos participam de audiência na capital (Foto: Luiza Carneiro/G1)
Também nesta segunda-feira, Porto Alegre recebe uma audiência do processo criminal. O sócio da boate Kiss Elissandro Spohr, o Kiko, e o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, compareceram ao Salão do Júri do Foro Central de Porto Alegre, onde dois sobreviventes são ouvidos. Ricardo de Castro Pasche, gerente da casa noturna na época, e um sobrevivente falaram. O incêndio na madrugada do dia de janeiro matou 242 pessoas.

Entenda

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 242 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.
O inquérito policial indiciou 16 pessoas criminalmente e responsabilizou outras 12. Já o MP denunciou oito pessoas, sendo quatro por homicídio, duas por fraude processual e duas por falso testemunho. A Justiça aceitou a denúncia. Com isso, os envolvidos no caso viram réus e serão julgados. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos nos dias seguintes à tragédia, mas a Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro em 29 de maio.


Veja as conclusões da investigação
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco
- As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo
- O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou
- A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás
- Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas
- A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular
- As grades de contenção (guarda-corpos) obstruíram a saída de vítimas
- A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída
- Não havia rotas adequadas e sinalizadas de saída em casos de emergência
- As portas tinham menos unidades de passagem do que o necessário
- Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas

Via G1

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