terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Líderes discordam do adiamento da eleição da comissão do impeachment

Líderes da base aliada e da oposição se enfrentaram, ontem (7), durante reunião do Colégio de Líderes destinada a deliberar sobre a formação da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Governistas criticaram a decisão do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar os argumentos da oposição no sentido de permitir o lançamento de chapa alternativa e adiar para hoje (8) a indicação dos integrantes das chapas e a eleição da comissão especial. 

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), acompanhado de líderes da base governista deixaram a reunião reclamando das decisões de Cunha de aceitar chapa avulsa e adiar a votação para a escolha da comissão.  “Isso [chapa alternativa e adiamento] fere o acordo político com todos, inclusive com a oposição. Não aceitamos esse tipo de manobra. É uma oposição que não tem voto e faz esse conluio alterando a regra do jogo com o presidente da Casa para evitar a eleição da comissão hoje. Vamos discutir as medidas políticas e jurídicas a serem tomadas. Isso não é aceitável”, disse Guimarães. 

Também o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), deixou a reunião ao lado de Guimarães criticando a decisão de Cunha. “Creio que começamos de forma ruim. O processo de impeachment foi aberto pelo presidente da Câmara. Tinha sido feito acordo, em reunião do colégio de Líderes, que seria uma chapa única. Agora pretendem adiar o inicio do processo que a oposição defendia. A manobra tem uma consequência grave: pode permitir que a comissão indefinidamente não se instale. Pode uma chapa ganhar e depois indefinidamente recusar as indicações suplementares das outras chapas, e isso é grave”, afirmou Picciani. 

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que foram os próprios aliados do governo que criaram essa situação de ter chapa alternativa e de adiar a eleição da chapa. “Quem criou esse ambiente para formação de uma chapa alternativa foi o próprio governo, que manobra os partidos da base para estabelecer uma comissão chapa branca, composta basicamente de membros que estão alinhados com a lógica do Palácio do Planalto. Isso ensejou a criação de dissidência, que permite a disputa em plenário, que é legítimo e já ocorreu em outras eleições”. 

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), informou que deputados dissidentes de partidos da base aliada procuraram a oposição a fim de oferecer seus nomes para a formação de uma nova chapa.  “Se não aceitássemos esses nomes para a chapa alternativa, estaríamos dizendo não a esses dissidentes que poderão votar pelo processo de impeachment. Por isso, nós anunciamos a chapa e vamos aguardar para deliberar sobre essa chapa. O governo quer impor, via líderes, uma definição que cabe a cada membro da Câmara e, sobretudo, ao plenário da Casa”, afirmou Bueno.

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