Vivemos cercados
de protocolos (socialmente falando), códigos de conduta e regras de
comportamento. Não admira, pois vivemos em uma sociedade de valores múltiplos.
Se se vai a uma festa, algumas regras básicas, aprendidas quase que
empiricamente nos fazem nos comportar com elegância na citada festa. Por
exemplo, sabemos que não devemos por os cotovelos sobre a mesa, não devemos
pegar alimentos com as mãos, etc. Estas regras são conhecidas como Etiqueta. A
posição dos talheres sobre a mesa faz parte deste conjunto de regras. As regras
de Netiquette, por seu turno, precedem a Internet comercial, mas se
tornaram, com esta, quase uma obrigação; como se disse, com o advento da
Internet pública e comercial, fizeram-se necessárias regras que normatizassem
certo padrão de conduta aos internautas. A este conjunto de regras de [bom]
comportamento na Rede chamamos Netiqueta. Abaixo, vemos exemplos de
algumas regras básicas de netiqueta:
"Quando alguém
comete um erro no transcorrer de um debate, seja um erro de ortografia, uma
pergunta estúpida ou uma resposta equivocada, o bom senso e a gentileza deverão
prevalecer. Você não precisa dizer nada, mesmo que se sinta fortemente motivado
para isso. Pense duas vezes antes de reagir, afinal, você irá constranger quem cometeu
o erro e sua conduta certamente será reprovada pela maioria dos demais
participantes. Caso você decida informar a alguém de um erro, faça-o educadamente,
e de preferência por uma via privada, e-mail ou in box, e jamais em público.
Evite fazer
comentários, escrever mensagens ou postar em Blogs ou fóruns usando letras em maiúsculo: é
COMO SE VOCÊ ESTIVESSE GRITANDO,
para quem está do outro lado do nó (máquina, host). Se hoje dispomos de
recursos avançados de formatação, na verdade, nem precisamos muito deles, por
causa dos multimeios, nos primórdios da Internet não era assim. As pessoas
escreviam em caixa alta para enfatizar trechos da conversação. Equivalia a
falar mais alto, ou a negritar, recurso que apareceu bem depois da Internet Acadêmica;
Mantenha o
cerne das discussões! Algumas pessoas estão pagando para acessar. Imagine como
você se sentiria se você estivesse num “CyberCafé” e alguém remetesse a você um
catatau de abobrinhas – você, “pagando para ler”, literalmente. Procure não
tergiversar. Manter o foco no assunto que está em debate é a essência,
desvirtua-lo é incoerência;
Lembre-se de
que, ao postar num Blog ou num fórum ou até mesmo numa sessão de “Chat”, tudo o que você falar
será público. Você nunca sabe quem lerá seus “Posts”. Alguém pode copiar
uma frase de cunho íntimo dita por você e espalhá-la. Que desagradável, hein?;
Evite “Flames”.
“Flames” São discussões, no sentido pejorativo do termo, que às vezes nascem de uma
simples discussão sobre um tópico abordado, levando as pessoas a empreenderem
verdadeira “batalha
campal”, prejudicando a discussão propriamente dita, deixando-a em plano
inferior. Os “flamers”
ou “trollrers” são pessoas que passam a se tornar conhecidas nas rodas de
discussões, não por agregar à discussão, e sim pelo diversionismo; a melhor
forma de tratar com estes tipos é ignorá-lo, encerrando o bate-boca. É
como matar um tumor de inanição. Sem alguém para discutir, no sentido ruim da
palavra, ele cai fora;
Ao postar para
um grupo de debates, identifique claramente o objeto do seu ‘Post’. Isto facilitará,
pois quem não se interessar pelo tópico pode de antemão ignorá-lo;
Ao fazer uma
postagem evite
usar expressões que possam ser interpretados como provocativos para
participantes específicos ou, para determinado grupo, nesse
caso deve haver uma atenção especial quando o fórum em questão trate de
assuntos relacionados à política, religião, opções sexuais, etnias e demais
assuntos a esses assemelhados. Que, além de ser pouco educado; além do mais, há o
grande risco de o moderador, em cumprimento das regras pré-estabelecidas, descartar a sua
mensagem, tratando-a como um tipo de “Spam”, Lixo Eletrônico.
Os spammers utilizam
bastante a técnica de envio de mensagens sem assunto. No campo “Corpo do Texto”
(a mensagem em si) também é importante escrever, um mínimo que seja. Aquele
anexo que você enviou ao seu chefe, mesmo já tendo sido referenciado no campo
Assunto, deve sê-lo aqui também, por uma outra boa razão: os sistemas de
localização de emails se valem deste e de outros campos da mensagem para
localizar informações específicas; a propósito, você já parou para pensar no
que significam aqueles campos CC e CCO (em inglês CC e BCC), na Tela de Composição de Mensagens do seu Mail System?
CC quer dizer Cópia Carbono (em inglês, idem, Copy Carbon). CCO quer dizer Cópia Carbono Oculta (em
inglês, Blind Copy Carbon). Bom, se no campo do destinatário eu
posso colocar vários endereços, separados por vírgula, a que servem estes dois
campos? Estes dois campos têm funções bem diferentes do campo Destinatário. O
primeiro, o Cópia Carbono, eu uso quando quero inteirar, intimar alguém, tornar
alguém íntimo sobre determinada situação. Notificar, não discutir o assunto. No
campo CC eu ponho nomes de pessoas que devem ter ciência do que está sendo
tratado, no corrente e-mail. Observe-se que eu não estou discutindo com a[s]
pessoa[s] do campo CC; só tornando-a[s] íntima[s] de determinado tópico. Então,
para efeito de NetQueta, não responda diretamente a uma mensagem onde você
figura no campo CC; ou o faça pedindo permissão para discutir o tópico. O
campo CCO já tem, por seu turno, função bem diferente: ele oculta
mutuamente as pessoas que nele figuram. Se eu envio um email para: “maria Ponto
mesquita Arroba morvanzinho Ponto Com Ponto Br”, e coloco em CCO nove endereços
de e-mail, Maria@Mesquita só verá o seu e-mail, não os outros nove, ou seja,
não terá ciência dos outros nove destinatários. Nenhum deles saberá que o outro
fora intimado da discussão. É uma forma de evitar muitos dissabores, como SPAM,
lixo eletrônico. Use, sempre que apropriado, os campos CC e CCO;
Use abreviações com parcimônia. O bom uso da língua
demonstra boa educação e respeito aos falantes daquela. Se for preciso abreviar
por qualquer motivo, não abuse. Substituir qualquer por qq, você por vc, também
por tb, etc., não facilita em nada a comunicação e ainda pode demonstrar
ausência de domínio da língua. Lembre-se de que a pessoa está do outro lado da
comunicação e, via de regra, não conhece o seu interlocutor;
Evite contar
piadas, de preferência piadas étnicas ou de cunho religioso ou mesmo que
ofendam eventualmente a algum grupo minoritário na sociedade. Já imaginou
contar aquela do português para um “patrício”? como você se sentiria, se você
fosse o lusitano? Não acharia pouco educado?;
Evite usar expressões chulas ou
vulgares;
lembre-se de que algo que pode ser normal e de bom uso para você pode ser
ofensivo para o seu interlocutor;
Evite uso de jargões; os jargões devem
se circunscrever à esfera dos especialistas da área. Se você acha presunçoso
médicos tratarem a você como tal, enchendo seus ouvidos de jargões da medicina,
o mesmo deve se dar com o interlocutor; ele não deve se interessar por assunto
de “Geeks”, por exemplo. Pense bem: você pode estar achando que detonou e o interlocutor
está achando você um presunçoso. Uma pequena diferença de pontos de
vista, hã?; e
Não confie no
mito de segurança da Internet; se esta é segura, com relação a bancos,
transações eletrônicas em geral, desde que se observem algumas medidas para
tal, o mesmo não se pode dizer da Internet dita pública. A regra é “Não
publique na Internet algo que você não escreveria num cartão postal”. Alguém
pode se aproveitar desta sua fragilidade, futuramente…
Para dar um
toque mais humano, sem prejuízo de uma sutil dose de humor, você pode lançar
mão de Smileys, também conhecidos por EmotIcons, que nada mais são do
que expressões que você cria a partir de combinações de caracteres. Observe que
os e-mails mais avançados, em termos de recursos, convertem os Emoticons em
Emoticons gráficos e / ou animados, preservando o espírito da mensagem e ao mesmo
tempo dando uma aparência mais bonita à mensagem; alguns mensageiros também o
fazem, como o Pidgin e o Miranda. Observe abaixo uma pequena amostra de
Emoticons e seus significados:

Basicamente,
são estas as regras básicas de comportamento na Net. Procure integralizá-las
paulatinamente e pode d´antanho se considerar cidad@[o] da Grande Rede. Não
espere apr[e]endê-las de uma vez e em sua totalidade, pois, como no dia a dia,
são coisas que você aprenderá com o próprio desenvolvimento e com a sucessão de
uso da Internet.
Boa navegação,
bom papo. Se você deseja se aprofundar mais ainda no assunto, procure ler a RFC (Request for Comments, conjunto
de regras sobre protocolos) 1855 — NetQuette. Ela contém a o acervo de
regras de conduta na Grande Rede. Dê uma olhada também na WikiPedia, NetQuette.
Boa
“NetImpressão”
lendo e aprendendo
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