quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Facebook Timeline será obrigatória a todos os perfis de usuários.


Implementação será feita 'nas próximas semanas', diz blog da empresa.
Recurso exibe linha do tempo da vida virtual do usuário.

Foto do facebook perfil da amiga Fernanda
Modelo de Timeline, o novo perfil do Facebook liberado nesta terça-feira (24) para todos os usuários (Foto: Divulgação/Facebook)
O Facebook anunciou nesta terça-feira (24) que vai implementar a Timeline para todos perfis da rede social nas próximas semanas. Este recurso, que exibe uma linha do tempo da vida virtual do usuário, estava disponível mundialmente desde 15 de dezembro de 2011, mas agora será obrigatório. Por enquanto, só não valerá para as páginas corporativas - como de empresas e produtos, que são apresentadas como um mural.

O usuário que ainda não aderiu à Timeline receberá um aviso nesse período e deverá implementar a novidade. Segundo o Facebook no Brasil, a mudança será feita aos poucos.
Ao alterar o perfil para exibir a Timeline, o usuário passará por um período de adaptação de 7 dias, em que somente ele verá o novo visual da página. Durante esse tempo, ele poderá decidir o que quer que as pessoas vejam e adicionar novas informações.
Como funciona
O recurso muda o visual clássico do Facebook, agregando uma grande foto, destaques da história pessoal, música, além de aplicativos à página do perfil.
Na quinta-feira (19), o Facebook anunciou a integração de 60 novos aplicativos à  plataforma, permitindo que os usuários possam se conectar com eles e compartilhar dados diretamente na Timeline (linha do tempo) no site.
Entre os aplicativos estão programas para monitorar desempenho em corridas, cadastrar locais para onde o usuário viajou, ler e compartilhar notícias, entre outros. Há apps, como são chamados estes programas, famosos como o "Foodspotting", para fotografar e compartilhar pratos de comidas e avaliar restaurantes, o "BranchOut", rede social de trabalho, e jogos como "DiamondDash".
Detalhe de um perfil do Facebook com Timeline mostra atualizações de histórias pessoais (Foto: Divulgação/Facebook)

Para Maria do Rosário, excessos policiais no Pinheirinho devem ser punidos

São Paulo – Os excessos cometidos durante a operação policial na desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (a 97 quilômetros da capital paulista), devem sem punidos, na avaliação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. A reintegração de posse deflagrada no último domingo (22), sem aviso aos moradores, coleciona denúncias de agressão policial desde então. Por meio de sua conta no Twitter, a ministra reiterou nesta terça-feira (24) que o governo está trabalhando para que episódios de violação aos direitos dos moradores não voltem a acontecer.
"Uma coisa precisa ser dita. É inaceitável o uso da violência em qualquer situação, especialmente para tratar com pessoas nessas condições", disse Maria do Rosário. Segundo ela, os relatos de violência tanto na desocupação quanto contra moradores que haviam buscado os abrigos instalados na região estão sendo colhidos pela Ouvidoria, instalada desde domingo no Pinheirinho. Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) também acompanham a situação e ainda no domingo se disseram surpresos pela ação policial, a despeito de um acordo que adiava a reintegração de posse firmado no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Retiradas as famílias, a demolição das casas do Pinheirinho já foi iniciada e deve terminar ainda nesta terça-feira, de acordo com a Polícia Militar. A operação se estende até esta quarta-feira (25). A PM diz também que os moradores foram autorizados a recolher seus pertences e animais de suas casas no começo da manhã. Pelas redes sociais, porém, chegam informações de que muitas famílias foram impedidas de buscar seus bens. O efetivo da PM – que chegou a ter 2 mil homens no local – foi diminuído, mas continua na região.

Atendimento às famílias

A prefeitura de São José dos Campos emitiu nova nota afirmando que o número de famílias cadastradas para atendimento em futuros programas de moradia era, até a noite da segunda-feira (23), de 925. Outras 250 famílias continuam acolhidas nos abrigos instalados. Alegando falta de segurança – videos na internet mostram soldados da PM lançando bombas de gás contra abrigados –, muitos optam por se abrigar no pátio da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no chamado Campo dos Alemães, onde as pessoas dividem o espaço e dormem nos bancos e no chão.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que acompanha desde o início da operação, afirma que muitos moradores ainda continuam sem informação, além de observarem desorganização na estratégia de retirada de pertences dos moradores.

Suspeitas

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que, ao contrário das afirmações da PM, do governo do estado e da prefeitura, a operação provocou mortes, incluindo crianças. A informação ainda não foi confirmada. “O que se viu aqui foi a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal (IML), e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”, disse.
Em nota, a prefeitura desmente as alegações de mortes no Pinheirinho. "Apenas um homem ficou ferido, mas ele já foi operado e não corre qualquer tipo de risco e está em recuperação."
A ação, ordenada pela Justiça de São Paulo, causou controvérsias também por ter criado um conflito judicial, uma vez que havia uma sentença liminar da Justiça Federal que suspendia a operação. A desocupação do terreno, de 1 milhão de metros quadrados, favorece o megaespeculador Naji Nahas.

SÓ ELIANA CALMON ENXERGOU OS R$ 283 MILHÕES NO TRIBUNAL DO PRIMO DE MARCO AURÉLIO?

O Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) identificou 3.426 magistrados e servidores do Judiciário que fizeram movimentações fora do normal no valor de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010.

O auge foi em 2002, quando uma única pessoa movimentou R$ 282,9 milhões. O nome sob sigilo está ligado ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região, no Rio de Janeiro ( TRT-RJ), segundo o COAF.

Esse Tribunal ocupou as páginas policiais durante a CPI do Judiciário, no Senado, em 1999, assim como aconteceu com o Tribunal equivalente paulista, onde presidiu o juiz Nicolau dos Santos Neto.

 Sobre o TRT-RJ pesou graves denúncias, desde licitações fraudadas, passando por venda de sentenças e venda de nomeações, nepotismo, tráfico de influência, uso da máquina para campanha eleitoral do governador tucano, abuso de autoridade, quando o Juiz José Maria de Mello Porto o presidiu, entre 1993 e 1994. Há gravações envolvendo outros membros do Tribunal e onde ele era citado.

Em 2007, o TRT/RJ aparece em denúncias envolvendo o irmão de outro magistrado do STJ (Paulo Medida).

Mello Porto era primo do ministro do STF Marco Aurélio de Mello e do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Morreu assassinado durante um suposto assalto em 2006, como desembargador deste Tribunal, sem qualquer condenação (que se saiba). Processou diversos jornais e jornalistas e até procuradores da República que fizeram denúncias contra ele, e ganhou indenização em muitos casos, pelo menos nos tribunais cariocas (não sei o que aconteceu nos recursos).

Agora, coincidentemente, aparece a notícia da movimentação atípica de R$ 283 milhões por uma única pessoa neste tribunal em 2002. Não cabe fazer ilações sobre nomes, sem provas, como costuma fazer a revista Veja. Mas alguém movimentou essa fortuna de forma atípica lá, onde choveram denúncias de irregularidades pelo menos desde 1994.

E a pergunta que fica ao Dr. Gurgel, Procurador Geral da República é: por que o Ministério Público Federal não fez o dever de casa, e não investigou desde 2002 um alerta do COAF deste tamanho?

Será que é porque não saiu na revista Veja?

Não fosse a resistência e coragem da corregedora do CNJ, Eliana Calmon, a impunidade estaria garantida.

Detalhe: Durante a CPI do Judiciário, Mello Porto era corregedor do TRT/RJ.
O fato recomenda ao Dr. Peluso (presidente do STF) repensar sobre sua insistência em deixar as investigações sobre malfeitos para as corregedorias dos próprios tribunais.

2012: a crise americana cinco anos depois

A política de Obama de combate à crise foi fundamentalmente uma política de resgate dos grandes, isto é, dos grandes bancos, das grandes indústrias e dos ricos. Foi uma saída que salvou os mais aquinhoados. Mas, que deixou a economia congelada, sem oxigênio no seu mercado de consumo. (João Sicsu)

Os Estados Unidos sofreram uma grave crise financeira, econômica e social em 2007-2008. Seus efeitos se arrastam até os dias de hoje. As bases teóricas e ideológicas da crise têm suas raízes nas ideias do liberalismo econômico de Milton Friedman, Frederic Hayek e Adam Smith. Sua operação política em escala mundial teve início com os governos de M.Tatcher, no Reino Unido, e R. Reagan, nos Estados Unidos, ao longo dos anos 1980. Este movimento político, econômico e financeiro ficou conhecido como neoliberalismo. Foi transformado em plataforma de ação através do chamado Consenso de Washington, de 1989, que defendia a privatização do patrimônio público e a desregulamentação do mercado financeiro e de trabalho.

Os Estados Unidos desregulamentaram o seu mercado financeiro permitindo que seus bancos participassem de processos de fusão em grande escala. Seus bancos passaram a atuar em escala nacional e internacional e, simultaneamente, em mercados que transacionavam diferentes produtos financeiros. Regras que restringiam o grau de exposição dos bancos a riscos foram relaxadas. O resultado foi que: aos bancos foi permitido maior grau de liberdade, maior exposição ao risco, com o objetivo de obter lucros extraordinários; aos correntistas e poupadores, restou a ilusão de estarem mais seguros porque seus depósitos estavam guardados em mega-instituições financeiras.

Mas, como a crise eclodiu nos Estados Unidos em 2007-2008? 

A matriz de grandes bancos estão nos Estados Unidos. Lá estavam o Lehman Brothers, o Goldman Sachs e o Bank of America, entre outros. Lá estavam também cidadãos que não tinham e não têm proteção social; e que não tinham e não têm, obviamente, uma política pública habitacional. Gente que tem emprego temporário, renda variável e que não tem qualquer patrimônio. Não usam balaclavas pretas, mas são chamados de NINJAS (No Income, No Job or AssetS - sem renda, sem emprego ou patrimônio). O cenário americano estava montado. Só faltava colocar os personagens em ação.

As taxas de juros nos Estados Unidos estavam muito baixas. 

Bancos “babavam” por rendimentos mais elevados. O sistema financeiro desregulado e sem fiscalização inventou, então, novos produtos financeiros dirigidos aos NINJAS, que foram convidados: “venham aos bancos, tomem empréstimos e comprem as casas dos seus sonhos”. Os NINJAS eram considerados cidadãos subprime pelos critérios de classificação dos bancos. Não eram cidadãos PRIME (de primeira) que poderiam pagar empréstimos. Mas, novos produtos financeiros foram ofertados aos NINJAS, que apesar da condição subprime, tomaram bilhões de dólares em empréstimos.

Por exemplo, os bancos passaram a emprestar aos NINJAS, agora com acesso ao sistema financeiro, recursos com carência de juros elevados por cinco anos. Deles eram cobrados juros mais elevados porque representavam mais riscos. Juros mais altos satisfaziam a ganância do sistema financeiro. E com crédito abundante, o resultado foi que o preço dos imóveis inflou como uma bolha, o que satisfazia o desejo das construtoras. Contudo, os cidadãos NINJA-SUBPRIME, nos primeiros anos, pagavam somente parte desses altos juros na presunção que, depois de estarem morando em casa nova, com sonho realizado, suas vidas melhorariam e conseguiriam pagar parcelas mensais mais elevadas (isto é, depois de finalizada a carência de juros mais baixos). 

Passados os anos de carência de arrocho financeiro, cidadãos subprime, que tomaram diferenciados tipos de empréstimos imobiliários, não conseguiram pagar suas dívidas. Ao não pagar o que deviam, tiveram que entregar ao sistema financeiro as suas casas e os seus sonhos. 

Novamente, voltaram à condição exclusiva de NINJAS. Eram milhões de cidadãos NINJAS-subprime, portanto, eram milhões de casas devolvidas ao sistema financeiro e colocadas à venda. Os bancos, sem receber o que lhes era devido, também não conseguiam vender milhões de casas aos preços originais. O excesso de oferta de casas fez o preço dos imóveis cair. Em resumo, a bolha imobiliária e financeira americana havia estourado.

Bancos americanos perderam a condição de emprestar e de honrar os seus compromissos. Sem bancos operando, as economias param. Sem crédito para o consumo e para a produção, a economia americana estagnou. Sem consumo, não há necessidade de produção. Sem produção, não há necessidade de trabalhadores. O desemprego aumentou. A miséria cresceu. A economia americana adormeceu.

Neoliberais lembraram: “o Estado existe, ele pode nos socorrer”. E, então, o governo americano socorreu seus grandes bancos e suas grandes empresas. Excetuando no Lehman Brothers, choveu dinheiro público na tesouraria das grandes corporações e no bolso dos seus ricos dirigentes. Os bancos e seus dirigentes foram salvos. Tem-se a partir, de então, uma orientação, “mais qualificada”, do neoliberalismo: o patrimônio público deve ser privatizado e as dívidas privadas do sistema financeiro devem ser estatizadas. 

E o povo? Aqueles que perderam suas casas, seus empregos, seus sonhos? Viraram estatísticas. As políticas de Barak Obama foram limitadas. O presidente americano está cercado de assessores, escolhidos por ele mesmo, que pensam com cérebros formatados em Wall Street. As políticas anti-crise de Obama apenas incluíram a classe média e os pobres nas estatísticas de mais desemprego, pobreza, desigualdade e miséria. 

A política de Obama de combate à crise foi fundamentalmente uma política de resgate dos grandes, isto é, dos grandes bancos, das grandes indústrias e dos ricos. Foi uma saída que salvou os mais aquinhoados. Mas, que deixou a economia congelada, sem oxigênio no seu mercado de consumo. As massas de cidadãos consumidores, que fazem uma economia se movimentar, ficaram endividados, desempregados e sem teto. E o sistema financeiro? Continua, basicamente, desregulado e saudável.

Desde então, a economia americana se arrasta. A grande e boa novidade desde a crise de 2007-2008 é o movimento de contestação OCCUPY WALL STREET.


(*) Professor-Doutor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Via Portal LN

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pinheirinho foi uma operação fascista contra o povo pobre

A ação do PSDB contra os trabalhadores do Pinheirinho causou indignação na população brasileira. Ontem, dia 23, ocorreram manifestações na maioria das capitais contra o massacre promovido pela Polícia Militar no último domingo. O que, entre outras coisas, mostra uma forte tendência de luta da classe operária e a disposição de não aceitar a ditadura da direita contra as organizações populares e do movimento operário.
Esta ditadura, por sua vez, pode ser vista em diversas situações que envolvem esta operação. Em primeiro lugar, até mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denunciou que não há a decisão judicial que garantiu a reintegração de posse não está dentro da Lei e que quebrava o pacto federativo, uma vez que a decisão da Justiça Federal determinava o contrário.
O Pinheirinho foi colocado sob estado de sítio e a polícia foi responsável pelo assassinato de pelo menos sete pessoas, além de dezenas de presos e de centenas de feridos. Além disso, denúncias dos moradores revelam que parte desta operação consiste em ocultar os assassinatos, pois os corpos não estão sendo enviados ao Instituto Medico Legal (IML) e nem mesmo a imprensa burguesa está tendo acesso a informações no hospital para onde as vítimas da violência policial estão sendo encaminhadas.
A operação tem como objetivo defender os interesses do especulador Naji Nahas, uma vez que o terreno faz parte da massa falida de sua empresa, a Selecta. Mas esta não é a punica questão. O governo Geraldo Alckmin (PSDB), homem ligado a um grupo de extrema direita, a Opus Dei, está tentando dar uma “lição exemplar” aos movimentos sociais. 
No Pinheirinho tivemos até o presente momento a maior demonstração da tendência de luta da classe operária contra o regime político. Trabalhadores formaram uma milícia para combater a ação da PM que defende os interesses dos grandes capitalistas. O objetivo do governo do PSDB é tentar intimidar através de uma operação fascista todos os movimentos sociais com esta operação.
Neste sentido, a classe operária precisa reagir e realizar diversas manifestações contra os planos da direita que pretende impor uma ditadura contra as organizações dos trabalhadores e cassar os direitos democráticos dos cidadãos.

“Há mortes, inclusive de crianças”, denuncia OAB após ataque de PM de Alckmin

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, disse hoje (23) que houve mortos na operação de reintegração de posse do terreno conhecido como Pinheirinho, na periferia da cidade. De acordo com ele, crianças estão entre as vítimas.
“O que se viu aqui é a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Ou seja, não os resolve. Nós vimos isso o dia inteiro. Há mortes, inclusive de crianças. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal [IML], e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”, disse, em entrevista à TV Brasil.
Segundo Neto, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal chegaram a atacar moradores que se refugiavam dentro de uma igreja próxima ao local. “As pessoas estavam alojadas na igreja e várias bombas foram lançadas ali, a esmo”, declarou.
O representante da OAB disse ter ficado surpreso com o aparato de guerra que foi montado em prol de uma propriedade pertencente à massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas. “O proprietário é um notório devedor de impostos, notório especulador, proibido de atuar nas bolsas de valores de 40 países. Só aqui ele é tratado tão bem”.
Desde o início da manhã de ontem (22) , a PM cumpre uma ordem da Justiça Estadual para retirar cerca de 9 mil pessoas que vivem no local há sete anos e 11 meses. O terreno integra a massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas. A Justiça Federal decidiu contra a desocupação do terreno, mas a polícia manteve a reintegração obedecendo ordem da Justiça Estadual.
A moradora Cassia Pereira manifestou sua indignação com a maneira como as famílias foram retiradas de suas casas sem que ao menos pudessem levar seus pertences. “A gente está lutando por moradia. Aqui ninguém quer guerra, ninguém quer briga, a gente quer casa, nossa moradia. Todo mundo tinha suas casas aqui construídas, e tiraram de nós, sem direito a nada. Pegamos só o que dava para carregar na mão”, disse.
O coronel Manoel Messias Melo confirmou que os policiais militares se envolveram em conflitos durante a madrugada, mas negou que a ação foi contra os moradores do Pinheirinho. “Foram vândalos e anônimos que praticaram incêndios na região. Tivemos 14 prisões e algumas apreensões de armas esta noite”, declarou.
“Agora vamos cuidar do patrimônio das pessoas. O oficial de Justiça lacrou [os imóveis] e nós guardamos o imóvel durante a noite. O oficial de justiça vai arrolar os bens. As pessoas receberam um número. Todos os bens serão etiquetados, conduzidos a um caminhão e levados para um depósito judicial ou a um endereço [fornecido] pelo morador”, disse Melo.
De acordo com o coronel, a PM vai permanecer no local até a reintegração de posse do terreno ser concretizada. “Entregue a posse ao proprietário ele deve tomar providências para guardar o local”.
Procurada pela reportagem para falar sobre o assunto, a prefeitura de São José dos Campos não quis se pronunciar.

Via Blog do Esmael

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