
O ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, descartou qualquer
“proximidade” da prisão do senador e líder do governo no Senado, Delcídio do
Amaral (PT-MS), com o Palácio do Planalto: "Eu não vi esta proximidade,
nem onde ela se coloca. Sinceramente não vejo nenhuma conexão disso com o
Executivo".
O ministro
considerou que a situação de Delcídio, preso ontem (25) pela Polícia Federal,
em Brasília, por tentar impedir um acordo de delação premiada do ex-diretor da
Petrobras Nestor Cerveró na Operação Lava Jato, é uma questão decidida pelo
Judiciário, no caso o Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a prisão, e
ratificada pelo Senado, que em votação no Plenário manteve a detenção do
parlamentar.
"Como sou
agora vinculado ao poder executivo, ainda que licenciado [do Senado], não posso
deixar de dizer que o Poder Judiciário e o Poder Legislativo já definiram esta
questão", disse o ministro Armando Monteiro.
O ministro
participou hoje (26), na zona sul do Rio, de um encontro organizado pelo
Instituto do Aço Brasil, onde defendeu que o presidencialismo de coalizão, com
a fragmentação partidária, que existe atualmente, precisa passar por reformas:
"O modelo precisa de algumas mudanças, que é a tal reforma política.
Deve-se discutir a adoção, por exemplo, do sistema distrital misto e de
mecanismos que possam aperfeiçoar o sistema".
O ministro
afirmou que costuma fazer viagens para o exterior e tem constatado que a imagem
do país lá fora é sempre mais positiva, porque é possível ver os ativos que o
Brasil tem, como a dimensão do mercado interno, recursos naturais, democracia
consolidada e instituições: "Aquilo que muitos apontam como sendo nossas
mazelas, representa uma demonstração de maioridade institucional do país. Qual
é o país dos Brics em que os poderes têm o nosso grau de independência?".
De acordo com
Armando Monteiro, o que importa é que o Brasil tem poderes autônomos e essa
qualidade institucional é o que diferencia o país. "O que precisamos é fazer
com que o nosso sistema político seja menos desfuncional e isso nos remete às
reformas", afirmou.
Para o
ministro, o país não deve desperdiçar os efeitos da crise sem promover mudanças
e a sociedade brasileira pode apontar o caminho de uma agenda de reformas
necessárias. Ele disse ter certeza que, a partir de uma convergência maior da
sociedade, a classe política produzirá um entendimento mínimo sobre a agenda.
"Temos
que ter esperança e confiança. Nosso país já superou quadras muito mais
difíceis e, portanto, só poderemos fazer isso se mantivermos a confiança e,
mais do que isso, a capacidade de continuamos a dialogar e a construir
alianças", disse Armando Monteiro.
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