segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Um retrato da economia brasileira nos últimos 20 anos


Antes do inicio da leitura e para evitar que os amigos formem um juízo antecipado e/ou equivocado, esclareço que as informações constantes no texto abaixo, foram feitas por pessoas altamente capacitadas do Centro de Altos Estudos do Brasil do Século XXI e que,  elas fazem referencias de um período que compreendem o tempo entre o ano de 1995 ao ano de 2014, logo, neste estudo, foram analisados os desempenhos dos governos :
1995 a 2002 - Fernando Henrique Cardoso;
2003 a 2010 - Luiz Inácio Lula da Silva;
2011 a 2014* - Dilma Vana Rousseff. (afastada por até 180 dias desde 12/05/2016).
*Os anos de 2015 e 2016 serão contemplados em estudo posterior.

Com informações de http://www.altosestudosbrasilxxi.org.br/documentos/finish/7/152

É fácil dizer que o Brasil mudou muito em duas décadas. Qualquer brasileiro com idade suficiente é capaz de afirmar que a dívida externa e a inflação deixaram de serem os grandes fantasmas de antes, o desemprego reduziu, contingentes saíram da pobreza rumo à classe média e o acesso ao crédito e ao consumo foi ampliado. Um pouco mais difícil é mostrar essa trajetória em números, de fontes oficiais e privadas, reunidos em uma mesma publicação.

Pois é esta a proposta de “Vinte Anos de Economia Brasileira – 1995/2014”, uma publicação do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI lançada em julho de 2014 e reeditada em março.

São mais de 140 gráficos e tabelas com dados sobre o setor externo, atividade econômica, crédito e financiamento, inflação e preços, contas públicas, emprego e distribuição de renda e ainda um apêndice com indicadores selecionados com médias quadrienais que expressam tendências dominantes em cada período e os reflexos das políticas macroeconômicas adotadas.

Pontos e curvas nos mostram, por exemplo, que os investimentos diretos no país saltaram de US$ 4,4 bilhões em 1995 para US$ 62,5 bilhões em 2014 (primeiro gráfico), que a dívida externa bruta em relação ao PIB foi de 20,7% em 95, teve um pico de 41,8% em 2002 para chegar em 2014 com 15,9%; e as nossas reservas internacionais líquidas passaram de US$ 51,8 bilhões em 95 para US$ 374,1 bilhões em 2014 (segundo gráfico).




Há informações sobre a evolução das exportações – só de produtos básicos, esta foi de US$ 11 bilhões em 95 para US$ 109,6 bilhões em 2014 -, o PIB do Brasil em comparação com o de outras grandes economias no período pós-crise e o ritmo de atividade de vários setores. Em um gráfico sobre a produção de petróleo da Petrobras, vemos que esta saltou de 713 mil barris/dia em 95 para 2,345 milhões barris/dia em 2014.

No quesito inflação, o país registrou, pelo INPC, a variação anual de 22% em 95 e de 6,2% em 2014 (ver gráfico abaixo). O PIB real per capita, outro indicador importante, se elevou de R$ 18.170,00 para R$ 24.710,00 em termos reais.


Sobre o poder de compra do salário mínimo, um gráfico nos mostra que em 95 a cesta básica custava 91,5% do mínimo em São Paulo, enquanto em 2014, na mesma cidade, o custo era de 44,9%. Só para citar um último dado de emprego e distribuição de renda, a proporção de pobres e pobres extremos no Brasil que em 95 era de 33,2%, em 2014 passou a 12,8%.

De acordo com os autores, a intenção do trabalho é “disponibilizar dados que possam contribuir à análise objetiva das restrições e desafios atualmente enfrentados pela economia brasileira e ajudar na construção de alternativas para seu equacionamento e preservação dos avanços alcançados, tanto na esfera econômica quanto na social”.

Acesse a íntegra da publicação AQUI.

Sobre o Centro de Altos Estudos

O Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI é uma associação civil sem fins lucrativos, concebida com o propósito de se tornar um centro de excelência voltado para o estudo e discussão das questões fundamentais, desafios e opções de desenvolvimento do Brasil e para a formação e qualificação complementar de quadros de alto nível envolvidos na formulação, direção e gestão estratégica das políticas públicas.

A matriz conceitual em torno a qual se estruturam os objetivos e as atividades do Centro tem como elemento constitutivo a visão do desenvolvimento como um processo que combina, simultaneamente, o crescimento econômico e a transformação das bases técnicas do sistema produtivo com a redistribuição da renda e redução das desigualdades sociais e regionais, a sustentabilidade ambiental, o aperfeiçoamento da democracia e a afirmação dos interesses estratégicos nacionais e da soberania do Estado brasileiro.

As atividades preparatórias do Centro, iniciadas em 2012, e o processo de sua institucionalização foram apoiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e, a partir de 2013, também pelo Ministério da Educação (MEC), em ambos os casos por intermédio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

20 comentários:

  1. Parabéns! Precisamos de mais matérias como está! O ódio está predominando.

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    1. Boa tarde, Marcos Cesar.

      Agradeço sua visita e suas felicitações. De fato, infelizmente o que está predominando na mídia dos últimos tempos é o nós contra eles. Nas redes sociais amigos de longas datas acabam se desentendo e até acabando suas amizades influenciados por um ódio que está sendo convenientemente disseminado. Passou da hora de todos nós, ao menos dos que possuem um pouco de bom senso, começarmos a tentar reverter essa situação, mostrando que ainda é possível corrigir o mau que está sendo implantado, que é possível reconhecermos que há erros e acertos em ambos os lados. Que mais importante que as ideologias é a serenidade e o bom senso de cada um de nós.

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  2. E viva o Pt,que realmente mudou esse País!!

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  3. Muito importante o artigo mas a charge depreciativa tirou o brilho do imenso valor que o conteúdo possui. Desnecessária.

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    1. Respeito sua opinião Babi Moura, mas meu objetivo não foi depreciar ninguém. Poderia, caso fosse esse o objetivo, escolher outras imagens que, apesar de não serem charge são bastante constrangedoras. Ao contrário, os três aparecem sorrindo, se faltam-lhes beleza estética a culpa não deste seu amigo que assina a postagem. rssss

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    2. Faz tempo que eu não julgo um livro por sua capa. Já me decepcionei com livros com capas maravilhosas e tive muitos prazeres ao ler livros com capas horríveis.

      Particularmente me preocupo mais com o conteúdo de minhas postagens do que com as imagens que uso para ilustra-las Babi Moura. Mas levarei sua dica em conta, afinal eu a tenho em altíssima estima,

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    3. Obrigada e a crítica que fiz foi construtiva pq tbm o tenho em alta estima.

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  4. Prezado Dagmar Vulpi, com todos esses números, o que aconteceu então na prática, pois a tendência é realmente evoluir para melhor com o tempo, sem tomar como exemplo a Venezuela.

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    1. André Fontes pq vcs sempre tomam a Venezuela como exemplo?

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    2. Porque era referência de vocês.

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    3. Nossa? Kkkkkkkkk de vcs papagaios ILISP, MBL e Veja. Vcs acreditam em td que mandarem acreditar né

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  5. André o que aconteceu com a economia foi uma evolução enorme em relação ao passado, analisando dados reais, isentos de influência da mídia chegamos a conclusão que muito do que ouvimos e lemos por ai é puro engodo, aproveite o artigo é muito valioso. Pesquise e certamente vc vai mudar suas posições.

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    1. O artigo é muito bom, mas como você mesmo disse, dentro de um processo evolutivo, em que cada um dos dois primeiros tem seu mérito em seu período, e infelizmente estrangulou na terceira.

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    2. Os números te desmentem meu caro. Sem mais.

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  6. Brasil !! país maravilhoso , povo bom e pacífico , acolhedor , alegre . solidário, rico em belezas naturais , quem conhece não esquece jamais...Te amamos , nossa pátria querida , nossa casa , motivo de orgulho ,nós sempre vamos ter esperança pois isso faz parte da nossa cultura...Pra frente Querido Brasil...!!! Avante meu povo...!!!

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  7. Perfeito Dagmar Vulpi, o post como sempre muito feliz, ilustra o papel de cada um e sua participação na história, mais claro impossível. A questão deixou de ser direita e esquerda e passou para o cunho pessoal onde não se pode admitir de forma alguma que FHC fez sim um excelente trabalho. O Lula fez também um bom trabalho no seu primeiro mandato. A partir do segundo mandato a coisa começou a degringolar não só com o Lula mas também com o FHC ao querer a reeleição. Nesse ponto mesmo com a economia indo bem e o país crescendo o custo Estado pesou até chegar onde chegamos. Pautas importantes ficaram engavetados: reforma da previdência, reforma tributária, desestatização, desburocratização, CLT, etc,etc... Além disso não podemos deixar de fora os fatores externos, como a queda do muro de Berlim, abertura da China e Divisão da URSS. Graças a isso o Brasil teve uma oportunidade única de crescimento em cima das commodities. Agora a economia esta se assentando e a possíbilidade de crescimento diminuindo. A menos que surja um outro planeta ou exaurimos o nosso a probabilidade de estabilização é grande. Mesmo assim, o Brasil ainda é a bola da vez. Isso eu ouvi de um grupo americano especialistas em Investimentos imobiliários. A única coisa que atrapalha hoje o Brasil é o Estado. Questões como tecnologia, autosustentabilidade, água, terras produtivas, combustíveis, etc, etc, já estão ultrapassadas o Brasil é um dos único no mundo que se desligar de todos so outros países consegue se auto sustentar. O Problema é que o nosso Estado é escroto, burro, atrasado, escravocrata, resumindo tudo de ruim. E o povo por conta desse Estado FDP se tornou igual a ele, somos o retrato fiel do Estado. Pergunta, quem realmente esta disposto a mudar isso? E quem acha que defendendo esse modelo de Estado vai realmente conseguir mudar alguma coisa?

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    1. Detalhe quando digo povo, não o separo por classes sociais, só existe um povo e um Estado.

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    2. Perfeita a sua síntese meu caro Luciano Hee Chul Oh.

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  8. Meu questionamento inicial e onde é porque saiu dos trilhos.

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    1. André Fontes eu não pretendo defender esse ou aquele governo, se quer pretendo compará-los. Minha postagem é muito simples e objetiva, falo dos últimos 20 anos da economia brasileira. .

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Dag Vulpi

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