quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Convite para uma participação coletiva na busca da construção de um Brasil mais justo.




Enfim, mais uma vez delineado pela democracia o processo eleitoral que se arrastou por meses chegou ao seu final. E o já previsto, independendo dos resultados das urnas, sentimento de insatisfação por uma das partes do eleitorado brasileiro, também se fez presente.

Os candidatos já se pronunciaram, o candidato da oposição reconheceu a derrota e prontamente ligou para a vitoriosa felicitando-a e desejando sucesso nos próximos quatro anos do seu mandato. Por sua vez a candidata reeleita dirigiu-se ao povo brasileiro com um discurso coerente, afirmando ter entendido o ‘recado’ que os brasileiros deram através dos números apurados nas urnas, e que, buscará fazer um mandato para todos, compromissado com as mudanças e enfatizando a necessidade de uma urgente reforma política, comprometendo-se também com o combate a corrupção e com a abertura para o diálogo, tanto com a base aliada quanto com a oposição e toda sociedade organizada.

Agora caberá a nós, enquanto sociedade organizada, deixar de lado a nódoa do revanchismo político, e juntos buscarmos a melhor forma para cobrarmos para que as promessas feitas não caiam no esquecimento, mas sim que sejam de fato cumpridas. Penso que devemos ir além de cobrarmos somente o que foi prometido no discurso que nos foi dirigido, e para tanto, convido a todos os membros do grupo Consciência Política, Razão Social para erguermos a bandeira da conscientização e bom senso e debatermos nesse espaço todos os assuntos de relevância necessários para a construção de um Brasil mais justo para todos e que vão de encontro aos anseios de toda nossa sociedade.

Aos que se dispuserem colaborar para esse debate democrático, flexibilizado para o pluripartidrismo, de bom senso, e com intuito exclusivo de colaborar através de ideias voltadas para o bem coletivo da nossa sociedade, sinta-se convidado a participar do grupo Consciência política Razão Social no Facebook.


Dagmar Vulpi

13 comentários:

  1. Sim. Para ser objetivo o que está na pauta é a corrupção. Começando polo petrolão. Tem que ter um final a começar do que disse o doleiro.

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    1. Boa tarde meu caro Raul Ferreira Bártholo. Certamente que o caso dos desvios de verbas da Petrobras é um dos assuntos que deverá ser tratado com a seriedade que merece, porém, apesar da certeza de que de fato houve os desvios, e a prova disso são os valores encontrados em contas bancárias no exterior em nome do ex diretor e delator Paulo Roberto Costa, penso que para o assunto ser tratado com propriedade, antes será preciso aguardar a apresentação das provas de tudo que está sendo delatado, e que através das investigações da PF sejam apuradas todas as denuncias e a comprovação de todos os envolvidos, pois, por enquanto o que há de fato são acusações e, sem a apresentação das devidas provas o debate sobre o tema poderá circular apenas em torno das especulações.

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  2. Acho que a maioria ainda não entendeu a situação. Três pontos essenciais que estão interconectos. Não adianta escolher um e tentar esquecer os outros para tentar justificar QUALQUER coisa . Vamos lá:

    1- O Brasil das classes mais baixas consiste na esmagadora maioria da sociedade. Esta enorme maioria não era enxergada por todos os governos antes de Lula. Ou seja, este era, e continua sendo, o Brasil de fato por razões ÓBVIAS. Porque o que manda são os números, e números grandes, multiplicando-se, mandam em qualquer equação. Neste caso a equação é a SOCIAL que pressiona e exige da ECONOMIA. Ou seja, mais cedo ou mais tarde essa multidão estaria arrebentando os portões das metrópoles para entrar nas mansões e casas da classe média. Hoje este comportamento já pode ser visto em menor escala e é POR ESTE MOTIVO que os que votaram em Aécio gritam desesperados por uma VOLTA ao país das maravilhas. Gritam EM VÃO! Porque a nescessidade maior de criar condições de sobrevivência e desenvolvimento para esta esmagadora maioria é um imperativo moral e economico.

    2- O modelo do Estado Republicano atual sustentado pela democracia representativa está completamente falido! Ele foi desenhado há mais de dois séculos e não corresponde às demandas da sociedade moderna que desenvolveu culturalmente, possui novos modos de comunicação e é dotada de tecnologia ultra sofisticada. Alem disto, os grupos de interesse econômico através dos séculos conseguiram aparelhar a máquina do estado e tem assim controle quase total sobre as instituições que dirigem sucessivos governos. Ou seja, o sistema politico, que pelo processo eleitoral coloca nos governos supostos representantes da sociedade, não consegue que estes representem porque há um enorme espaço entre o representante e o representado. É neste espaço, que sempre cresce, onde se inserem os poderes econômicos com interesses particulares, razão porque a máquina do governo não consegue governar para a sociedade, mas apenas para os grandes interesses.

    3- A corrupção do estado através dos sucessivos governos ocorre pela compra de favores e de indivíduos nas diversas instituições do estado. Inteiros partidos políticos são comprados e feitos reféns por ideologias que corrompem o interesse da maior parte da sociedade. Este interesse é a vida em comum, pacífica e ordeira para que haja desenvolvimento e manutenção da cultura. Sem equilíbrio econômico e identidade cultural não há sociedade e não há vida em comum. O resultado é o individualismo doentio que corrompe todos os valores reais do ser humano. Resulta que a sêde pelo poder corrompe toda a sociedade desde que o aparelhamento e o controle das instituições do estado é o alvo maior que representa o sucesso.

    Este modelo de Estado, que obriga governos a serem corrompidos por grandes interesses, não serve para manter uma sociedade sadia. Isto tem que mudar.

    Agora, fazer uma Reforma para simplesmente redistribuir o mesmo processo de formação de forças políticas para manter o mesmo modelo de Estado é improdutivo porque resultará nas mesmas forças agindo da mesma maneira para aparelhar as mesmas instituições do Estado. Isso desde que os mesmos interesses estarão agrupados agindo da mesma maneira.

    O que é preciso fazer é uma reforma na formação das forças politicas e isso só será possível com uma mudança nos conceitos sobre valor na sociedade.

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    1. Concordo Marcos Rebello. Quanto ao abismo a presidente reeleita acenou com a possibilidade da construção de pontes entre os vários interessados, incluindo-se aí a base governista, a oposição e a sociedade organizada. Em sendo fundamentado este interesse na construção destas necessárias "pontes", mesmo não sendo a solução para a maioria dos tantos problemas, ainda assim estará sendo dado um importante passo para a descentralização do poder, dando não somente ouvido, mas voz, à tantos que protestam contra o atual modelo.

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  3. Acabamos de ser assaltados e depois chamamos o assaltante pra tomar uma cerveja em nossas casas...

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    1. Boa tarde meu caro Espedito Freitas. O amigo poderia aprofundar um pouco mais, confesso que comi mosca. rss abração

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  4. Ok, fazer o que! Ela vai dialogar com gente que não pensa e só quer encontrar uma maneira de subverter a ordem para novamente chegar ao poder e repetir a mesmíssima coisa. Não há progresso nisso. Eu acho que fazer uma reforma para fazer de conta é trocar seis por meia dúzia. É dar um tiro no pé.

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    1. Certo Marcos Rebello, também concordo, o problema não se resolverá com medidas simplistas ou fórmulas mágicas, afinal o problema está arraigado no SISTEMA, e o único antidoto que poderá resolve-lo será um drástico choque de mudanças nos poderes, uma faxina geral, com atenção especial para o legislativo.

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    2. Dag, não acho que há condições para fazermos esta mudança. Não da maneira como acho que estão pretendendo. As forças politicas incididindo atualmente no governo são muito fortes para fazer uma mudança na envergadura que se esta pretendendo. Isso não pode ocorrer rapidamente por um perigo maior, o de piorar ainda mais o sistema. Piorar tambem no sentido de que produzirá um choque na maneira da sociedade perceber as mudanças e não poder se adaptar. Isso colocará uma oposição ainda mais feroz no contrôle.

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    3. Exato Marcos, essas mudanças deverão vir em doses homeopáticas, mas os efeitos esperados somente acontecerão quando a ultima dose for ministrada.

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  5. Em hipótese alguma! O PT ganhou porque ROUBOU! Porque jogou SUJO denegrindo a imagem dos opositores e vendendo bolsa tudo! foi desonesto e mal caráter e isso não pode passar como se nada tivesse acontecido! Eu vi com meus olhos as porcarias feitas pelo PT contra meu candidato!r! não apoio seu discurso Dagmar em hipótese alguma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    1. Sonia Limoeiro Monteiro minha proposta com esta postagem é tentar incentivar os membros do grupo, independendo de suas ideologias partidárias, à virarem esta página do revanchismo, as urnas deram a resposta e a opinião da maioria merece o respeito de todos. O momento é o de nos unirmos e debatermos assuntos que realmente possam de alguma forma contribuir para a correção de tudo aquilo que julgamos estar errado. Precisamos começar a opinarmos sobre as reformas que a candidata eleita mencionou em seu discurso logo após ser divulgado o resultado das eleições. O próprio Aécio que foi o maior derrotado tratou de imediatamente e de forma honrosa, ligar para a Dilma felicitando-a pela vitória e desejando-lhe sucesso no seu novo mandato, reconhecendo e respeitando o resultado soberano das urnas. Podemos contribuir, mas não será com rancores que iremos colaborar.

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  6. Problema, que o Aécio não levou em MG, sinal de que ele é mais um gde papo furado, elitizado, capitalista, pro USA, bastante infantil ainda na condução de suas propostas, jogadas como confetes. O PT teve que somar com o PMDB, ficou de centro e mais a direita do que deveria. E busca dinheiro, renda. O Brasil teve mais prosperidade com o PT, mais educação, e o resto, ficou na promessa. Vou mandar uma caixa pra Dilma de sugestões, presentes, e para meu governador eleito aqui em SC. São ações destas que podem mudar as coisas. Quem está no poder, ganha bem para não fazer nada. E a mudança depende é de nós, propor a eles, com diplomacia e profunda inteligência...

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